Fala demais nas redes sociais? Cuidado com os novos criminosos online!

Por Vander de Castro | 04 de Junho de 2013 às 08h45

Compartilhar demais — eis o ato comum que se tornou um dos maiores vilões virtuais da atualidade. É quando o feitiço vira-se contra o feiticeiro: o usuário, no auge de sua ingenuidade, posta informações excessivas, por pura necessidade de compartilhar tudo o que faz, e esquece que tais informações são extremamente valiosas para os mal intencionados. No final, estes usuários acabam tendo que pagar um preço alto por "falar demais".

É o caso de quem vive postando dados pessoais, números de telefone, check-ins em locais mais frequentados e até em sua própria residência, fotos da família, nomes dos filhos, horários de saída e chegada, dentre outros deslizes. Redes sociais podem ser excelentes para aproximar amigos e parentes que moram longe, mas tornaram-se grandes vilãs quando o assunto é privacidade e segurança na web.

Cada vez mais, os hackers e sequestradores de informações buscam por dados valiosos na internet, e o grande objetivo é roubar informações sigilosas, tais como números de cartões de crédito, senhas, endereços e dados pessoais, a fim de conseguir dinheiro. Por atrair pessoas menos precavidas (dentre elas, crianças e idosos), que acreditam inocentemente em links maliciosos e aplicativos espiões, as redes sociais se tornaram a bola da vez na lista de alvos dos cibercriminosos, afinal, são o ambiente ideal para roubar dados sem fazer muito esforço ou alarde.

Sites como Facebook, Twitter e Google+ passam a falsa impressão de serem ambientes totalmente seguros, a prova de crimes virtuais, principalmente depois da implantação do protocolo HTTPs em suas páginas. Mera ilusão, pois por mais que as empresas se esforcem em criar o ambiente ideal para a navegação segura do usuário, pessoas maliciosas buscam meios de burlar a segurança garantida pelos protocolos, disfarçando-se de usuários comuns ou de desenvolvedores de aplicativos para ter acesso a dados confidenciais e praticarem crimes variados na web.

E tem de tudo: desde roubos de cartões a sequestro de pessoas, crimes realizados graças à falta de cuidado com informações pessoais na rede e ingenuidade excessiva. Afinal, tem gente que posta o endereço residencial nas redes sociais, coloca fotos dos filhos e da fachada de casa e ainda deixa todas as informações do dia-a-dia expostas ao público, sem se preocupar com as consequências.

O contato com pessoas desconhecidas é algo que preocupa, principalmente, os pais de crianças que usam redes sociais para se divertir. Além dos adultos, muitas crianças estão expostas nas redes, sem que os pais dêem conta disso. Muitas vezes, os filhos não contam em casa o que acontece na web, agravando ainda mais a situação, que pode culminar em crime. De acordo com uma pesquisa realizada pelo CGI.br, o uso de redes sociais é uma das atividades mais comuns entre jovens brasileiros de 9 a 16 anos com acesso à internet, praticada por 68% dos jovens entrevistados.

Outro fato preocupante revelado pelo levantamento mostra o excesso de informações postadas gratuitamente nas redes sociais: 86% das crianças e adolescentes publicam fotos de rosto em seus perfis, 69% publicam seu sobrenome e 28% declaram a escola onde estudam. É preciso haver diálogo e ter conhecimento de soluções que visam à proteção durante a navegação em redes sociais, evitando exposição desnecessária. E sim, estas soluções existem e funcionam.

A fim de garantir maior tranquilidade aos usuários, a Avast adquiriu recentemente o serviço de segurança Secure.me, para oferecer uma camada adicional na proteção de usuários que fazem parte de redes sociais. O serviço auxilia o usuário como se fosse um cão de guarda, vigiando tudo aquilo que é postado na rede, com o objetivo de evitar divulgação e excesso de informações. A ferramenta também monitora todas as fotos, amigos e atividades realizadas no Facebook, alertando em caso de qualquer suspeita. Além disso, o usuário ganha mais proteção contra links perigosos e vírus, bem como controle de privacidade, alertas de suspeita de apps maliciosos e proteção especial para as crianças.

Vale lembrar que, além dos serviços de proteção, antivírus e ferramentas de segurança na web, é necessário entender como funcionam os ataques dos cibercriminosos e seus objetivos. Muitos utilizam links como isca (phishing), 'fisgando' usuários desavisados que acabam caindo em armadilhas. Tais armadilhas sequestram dados, que variam desde nome e endereço a senhas e número de cartões de crédito. Outros utilizam aplicativos maliciosos que funcionam como espiões, roubando dados à medida que são digitados no computador e enviando-os para o e-mail do grupo criminoso.

A dica é não clicar em links suspeitos, não cair na lábia de desconhecidos, evitar adicionar pessoas estranhas, não postar informações pessoais publicamente e não abusar de fotos e check-ins, afinal, qualquer informação pode servir de ponto de ligação para um hacker ou criminoso que esteja armando o bote para pegar a próxima presa fácil na web. As consequências podem ser drásticas, portanto, é melhor prevenir que remediar.

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