FBI oferecerá US$ 10 mil a quem denunciar pessoas apontando lasers para aviões

Por Redação | 12 de Fevereiro de 2014 às 18h00

Não é de hoje que as pessoas utilizam lasers com fins de diversão e entretenimento. No entanto, a brincadeira que outrora fez parte da infância de muita gente agora vem preocupando autoridades por todo o mundo. É que cada vez mais as pessoas estão disparando o feixe de luz de alta intensidade para aeronaves e isso vem causando alguns problemas e acidentes.

Você já deve ter assistido a reportagens cujas tomadas são feitas ao vivo e que quando o apresentador pede para cortar para o helicóptero o que se vê é um feixe vermelho ou verde de luz ofuscando a imagem. A prática, que é encarada como diversão pelos portadores de lasers, nos EUA vem sendo combatida pela polícia e pelo FBI. Há alguns anos, na Califórnia, um jovem de 19 anos chegou a ser condenado a cumprir 30 meses de prisão por ter disparado a luz em um avião particular e em um helicóptero da polícia.

De lá para cá os problemas desse tipo não diminuiram e o FBI anunciou, nessa terça-feira (11), um novo programa que visa combater esse tipo de caso. Nele, a agência oferece até US$ 10 mil em recompensa àqueles que "tiverem informações que levem à prisão de indivíduos que, intencionalmente, apontam um laser a aeronaves".

"Apontar um laser para uma aeronave é algo sério e viola as leis federais do país", disse Ron Hosko, assistente-diretor da divisão de investigação criminal do FBI, em comunicado. "É importante que as pessoas entendam que isso é um ato criminoso que pode causar mortes".

O programa funcionará pelos próximos 60 dias em cidades cuja ocorrência de casos do tipo são recorrentes. Entre elas estão Albuquerque, Chicago, Cleveland, Houston, Los Angeles, Nova Iorque, Filadélfia, Phoenix, Sacramento, San Antonio, San Juan (em Porto Rico) e Washigton.

De acordo com a agência e a Federal Aviation Administration (uma espécie de ANAC dos EUA), desde 2005 houve "um crescimento de mais de 1000% no número de incidentes envolvendo lasers e aeronaves". Em 2013 foram registrados mais de 3900 casos, incluindo 35 acidentes em que pilotos tiveram que recorrer a cuidados médicos para se tratar.

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