Estudo da Avast mostra os riscos de se conectar em redes Wi-Fi públicas

Por Redação | 23 de Março de 2015 às 17h52
photo_camera Divulgação

Não é de hoje que especialistas em segurança alertam para os riscos em conectar seu tablet, notebook ou smartphone em redes Wi-Fi públicas. Além de apresentarem brechas de segurança, essas conexões abertas facilitam o monitoramento de atividades de navegação, buscas, senhas, vídeos, e-mails e outras informações pessoais dos usuários.

Esta é a constatação de um novo estudo feito pela Avast Software, fabricante de soluções de segurança digital. De acordo com a companhia, pessoas ao redor do mundo geralmente preferem se conectar a redes Wi-Fi inseguras e desprotegidas em vez de redes que exigem uma senha de acesso.

A empresa fez experimentos em cidades nos Estados Unidos, Europa e Ásia para observar os pontos de acesso Wi-Fi público em nove grandes áreas metropolitanas. Os especialistas da Avast estavam equipados com um laptop e um aplicativo que monitora tráfegos locais de Wi-Fi em frequência de 2.4 GHz (esse app é gratuito e pode ser facilmente adquirido online).

Segundo os testes, os usuários na Ásia são os mais expostos a ataques. Mais da metade do tráfego na web naquele continente ocorre sobre sites HTTP desprotegidos, sendo que 97% dos usuários conectam-se a redes abertas e desprotegidas. Além disso, 7 de 10 roteadores protegidos por senhas usam fracos métodos de criptografia, o que os torna simples de serem invadidos. Usuários em São Francisco, nos EUA, e Barcelona, na Espanha são os que geralmente agem para se proteger em sessões Wi-Fi, embora o número seja pequeno: apenas 20%.

Em Seul, na Coreia do Sul, 99 de 100 usuários utilizam redes inseguras. O ranking ainda é composto por Hong Kong (98 de 100), Taipei (97 de 100), Chicago (96 de 100), Nova York (91 de 100), Berlim (88 de 100), Londres (83 de 100), Barcelona (80 de 100) e São Francisco (80 de 100).

"Este experimento revelou que a maioria dos usuários de smartphones e tablets não está tomando cuidados adequados para proteger seus dados pessoais e privacidade contra criminosos cibernéticos", disse Jude McColgan, presidente da Avast Mobile. "As pessoas usam sinto de segurança em carros para ficarem seguras, mas deveriam usar aplicativos de segurança quando usam Wi-Fi pública".

HTTP e baixa criptografia

A Avast também descobriu que uma grande parcela de usuários de smartphones e tablets navega primariamente em sites HTTP inseguros. Quase metade do tráfego na Ásia ocorre em sites HTTP desprotegidos, enquanto que este comportamento é visto somente em um terço dos usuários americanos e um quarto dos europeus. Sites como eBay, Amazon, Wikipedia, Craiglist e Bing não usam o módulo HTTPS, o que permitiu que especialistas da companhia pudessem visualizar todas as atividades de navegação dos usuários, incluindo domínio e históricos de páginas, buscas, informação pessoal de login, vídeos, e-mails, posts e comentários.

Outro detalhe do relatório da Avast é que a maioria dos hotspots de Wi-Fi estava protegida com alguma forma de criptografia, mas as medidas eram fracas e podiam ser facilmente invadidas. Usar uma criptografia WEP pode ser quase tão arriscado quanto utilizar proteções que pedem senhas de acordo com o site acessado, pois usuários tendem a se sentir seguros ao digitar suas informações pessoais, mas seus dados continuam em risco.

São Francisco e Berlim tiveram a menor porcentagem de hotspots com fraca criptografia (30,1% e 35,1%, respectivamente), enquanto que mais da metade dos hotspots em Londres e Nova York estão protegidos com senhas. Quase três quartos das redes públicas de Wi-Fi na Ásia estão vulneráveis a ataques. Segundo a Avast, Seul apresenta o maior número de hotspots protegidos com senhas vulneráveis (70,1%), seguida por Taipei (70%), Hong Kong (68,5%), Londres (54,5%), Nova York (54,4%), Chicago (45,9%), Barcelona (39,5%) e Berlim (35,1%).

Inscreva-se em nosso canal do YouTube!

Análises, dicas, cobertura de eventos e muito mais. Todo dia tem vídeo novo para você.