Espionagem: EUA utilizam aviões comerciais para rastrear celulares

Por Redação | 14.11.2014 às 17:51

Do ano passado até a metade de 2014, os Estados Unidos se envolveram em diversos casos polêmicos por conta dos seus atos de espionagem. Isso aconteceu porque o Departamento de Defesa do país utilizou diversos recursos para monitorar as atividades de grandes nomes da política mundial através da internet. Até mesmo os e-mails da presidente Dilma Rousseff chegaram a ser investigados.

Agora, o governo norte-americano está atuando de uma maneira pode afetar os próprios cidadãos. De acordo com informações divulgadas pelo site Business Insider, as autoridades dos Estados Unidos estão investigando celulares de modo sigiloso – ou seja, sem alertar os donos dos aparelhos – para encontrar criminosos e impedir que eles cometam crimes.

Para que isso aconteça, o Departamento desenvolveu um método diferente daquele que conhecemos pelas notícias do ano anterior. Segundo o site, estão sendo usados pequenas aeronaves equipadas com uma máquina chamada "Dirtbox". Esses aparelhos têm a função de imitar o sinal de torres de telefonia com o objetivo de coletar o número dos celulares e a região em que eles estão.

Até o momento, cinco grandes aeroportos já estão contribuindo com a operação, fazendo com que o alcance consiga abranger praticamente toda a população dos Estados Unidos. Não foram fornecidos muitos detalhes sobre os voos desses aviões, mas eles estão programados para acontecer regularmente, com a possibilidade de captar informações de dezenas de milhares de smartphones em todo o país.

"Dirtbox” é um acrônimo para Digital Recovery Technology Inc, nome da empresa responsável pelo dispositivo que é uma subsidiária da Boeing. A ideia do programa é encontrar o celular utilizado por suspeitos de crimes e encontrar a sua localização com uma precisão de até três metros. Com isso, espera-se que casos sejam resolvidos com mais objetividade, por exemplo.

O problema é que, no meio do caminho, os aparelhos de várias pessoas inocentes acabam sendo investigados, invadindo sua privacidade. Sobre o caso, o governo dos Estados Unidos não fez um pronunciamento contundente, pois afirmou apenas que está fazendo o que é permitido pela lei em relação à vigilância.