Especialista diz que é impossível criar computadores a prova de invasão

Por Redação | 09 de Junho de 2014 às 12h41
photo_camera Foto:dencg/Shutterstock

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Para onde você olhe, estão as falhas de segurança. Sejam elas atos de hackers, que quebram sistemas em busca de informação privilegiada, ou governos preocupadíssimos mais com a segurança própria do que com a privacidade de seus cidadãos, a impressão que se tem é de que ninguém está seguro. E, na visão da repórter de tecnologia Quinn Norton, esse é realmente o caso.

Em um artigo no Medium, a especialista em tecnologia e cultura hackers afirma que é impossível criar um computador ou sistema completamente a prova de falhas de segurança. Norton ainda debita boa parte da culpa disso na conta dos fabricantes de software, que pressionam seus funcionários para lançarem novos produtos e estarem de acordo com as exigências de um mercado cada vez mais em transformação.

Sendo assim, cria-se um círculo vicioso. As soluções de segurança são lançadas no mercado de forma capenga e acabam comprometidas. Após isso, as mesmas fabricantes que pressionaram seus funcionários por um lançamento passam a fazer o mesmo em busca de correções, privilegiando algumas falhas e deixando outros potenciais buracos escancarados. Dessa forma, temos uma situação insustentável e um prato cheio para hackers e governos adeptos da espionagem.

Norton cita, por exemplo, a falsa segurança fornecida por notas de atualização de software, quando afirmam que bugs e falhas de segurança foram corrigidas. Muitas vezes, não sabemos exatamente desde quanto tais problemas estavam disponíveis naquele software e, pior do que isso, se tais brechas foram aproveitadas por criminosos em algum momento sem que usuários, ou até mesmo a própria fabricante, tenham ciência disso.

Sem citar nomes nem detalhes, ela expõe dois casos de problemas em sistemas bastante utilizados nos dias de hoje. Em um deles, um contato de Norton foi capaz de tomar controle de 50 mil computadores em diversos escritórios de uma mesma empresa. Em outra situação, uma usina de produção acabou fechada por um dia inteiro após o envio de um “ping malformado” através de um firewall.

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