Pesquisa: empresas superestimam próprias capacidades de segurança para Big Data

Por Rafael Romer | 02 de Julho de 2013 às 11h15

Uma pesquisa divulgada na última semana pela McAfee aponta que empresas superestimam suas capacidades de segurança e ainda são vulneráveis a falhas de seguranças porque são incapazes de analisar e armazenar adequadamente o Big Data. Chamado de "Needle in a Datastack" (em português, "Agulha no Palheiro de Dados", o levantamento mostrou que apesar de 73% das empresas entrevistadas afirmarem ser capazes de avaliar seu estado de segurança em tempo real, apenas 24% conseguem reconhecer violações de segurança em poucos segundos. 33% delas precisaram de um dia para detectar falhas, e 16% uma semana.

Realizada com 500 CIOs de empresas dos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Austrália, a pesquisa descobriu ainda que, em média, as companhias já armazenam entre 11 a 15 terabytes de dados de segurança por semana. Segundo as previsões do Gartner Group, o número deverá dobrar anualmente até 2016.

"O que a gente detecta é que as empresas ainda lidam com o Big Data utilizando a segurança tradicional", explicou ao Canaltech o Gerente de Engenharia de Sistemas da McAfee do Brasil, José Antunes. Para Antunes, o Big Data traz duas novas dimensões de problemas de segurança para empresas, que devem ser resolvidos separadamente. O primeiro é a segurança de todos os volumes de dados gerados pelo Big Data, para garantir a proteção do acesso de dados armazenados nos Bancos de Dados da empresa. O segundo problema é a manutenção e análise dos dados gerados pelos próprios equipamentos e softwares de segurança da empresa, que também geram uma grande quantidade de dados na era do Big Data. "Esse volume enorme de dados precisa ser tratado, senão ele deixa de ter função. Se eu não conseguir correlacionar essa informação, eu não consigo fazer uma segurança efetiva. Alguém vai estar fazendo alguma coisa e eu simplesmente não percebo", afirma.

Segundo a pesquisa, a falsa confiança das empresas mostra um descompasso de investimentos entre as áreas de TI e outros departamentos. Para Antunes, apesar de as empresas já começarem a enxergar segurança como um investimento e não como uma despesa, tradicionalmente a segurança de dados fica atrás de investimentos como a segurança física da empresa, por exemplo. "Hoje já não é tão fácil assim, se a empresa não investir em segurança, ela pode ter problemas com a imagem da empresa em função da falta de investimento em segurança".

Além disso, com o Big Data, as preocupações com segurança também avançam aos poucos em direção às pequenas empresas. Antunes afirma que já há uma necessidade das PMEs entenderem como a segurança deve ser feita hoje e, mesmo para esses empresários, ferramentas mais baratas já existem no mercado. "Hoje há a possibilidade de aplicação de recursos em nuvem, que a empresa pode alugar ao invés de desembolsar um valor muito alto inicialmente", explica o executivo.

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