Empresas não estão prontas para combater ciberataques modernos, diz pesquisa

Por Redação | 28 de Maio de 2013 às 12h35

Uma pesquisa realizada pela agência de análises B2B International a pedido da Kaspersky Lab mostrou que muitas empresas não estão utilizando tecnologias eficientes contra ameaças dos criminosos virtuais contemporâneos.

De acordo com o relatório, a maioria das empresas ao redor do mundo utiliza apenas proteção antimalware (82%) e antispam (80%), porém isso não é suficiente para lidar com os 200 mil novos programas maliciosos lançados a cada dia.

A empresa de segurança afirma que é necessário adotar ferramentas adicionais de proteção, pois cada dia mais os cibercriminosos se preocupam com a qualidade de seus malwares e para isso utilizam técnicas cada vez mais sofisticadas na hora de roubar dados na web.

"As tecnologias tradicionais não são projetadas para oferecer proteção contra malwares complexos ou ataques direcionados. O nível de segurança necessário deve ser alcançado somente com o uso de proteções adicionais e com a restrição de atividades que não sejam diretamente relacionadas ao trabalho dos funcionários", explica a Kaspersky.

Entre as ferramentas "extras" de proteção, destaques para a criptografia, prevenção automática contra exploits, inspetor de sistema e emulador de scripts. Entre as atividades que devem gerar um sinal de alerta para a segurança empresarial estão o controle de acesso à rede corporativa, a dispositivos, aplicativos e à Internet.

Porém, apesar de diversas empresas de segurança alertarem para a sofisticação cada vez maior dos cibercriminosos, pouco mais de um terço das empresas já adotam sistema de criptografia para dados corporativos. Outros dados apontados pelo relatório mostram que:

  • 43% das empresas usam sistemas que detectam ataques à infraestrutura de TI (IPS/IDS);
  • 15% das empresas não estão cientes da existência desses sistemas ou não têm interesse em usá-los;
  • Menos da metade das empresas pesquisadas controlam o uso de dispositivos externos ou de aplicativos de terceiros;
  • 55% usam a tecnologia de controle de acesso à rede (NAC - Network Access Control).

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