Empresas brasileiras são as mais preocupadas com segurança digital

Por Redação | 26 de Março de 2014 às 22h02
photo_camera Divulgação

Uma pesquisa realizada pela BT, fornecedora de serviços em telecomunicações, revelou que as empresas brasileiras são as mais preocupadas com segurança digital em todo o mundo. Segundo o estudo, 52% dos executivos do país têm a proteção de seus dados como prioridade absoluta.

Os Estados Unidos figuraram na segunda colocação, com 41%, seguidos de Cingapura (34%), França (23%), Hong Kong (22%), Alemanha (19%) e Reino Unido (17%). O Brasil também aparece na primeira colocação quando o assunto é a mensuração de retorno sobre o investimento feito em segurança e a aplicação de treinamentos para diretores e profissionais responsáveis sobre as melhores práticas de proteção em tecnologia da informação.

Tal aspecto, inclusive, é apontado pela BT como grande fomentador de uma preocupação e consciência sobre a importância de uma política sólida de segurança digital. No Brasil, 50% dos executivos entrevistados afirmaram acreditar que suas empresas subestimam a relevância dessa área, um resultado menor que o apresentado em territórios como Hong Kong e França, por exemplo, que registraram respectivamente 68% e 64%.

No Brasil, o hacktivismo é considerado o maior risco para as empresas, sendo citado como a principal preocupação por 76% dos entrevistados. Em segundo lugar estão as ameaças internas não maliciosas, como a perda acidental de dados ou equipamentos, com 64%. Globalmente, esse foi o fator mais citado pelos executivos.

Os diretores nacionais também mostraram grande preocupação com ataques maliciosos realizados por funcionários de suas próprias companhias (62%) ou golpes desferidos por organizações criminosas (50%). A espionagem praticada por outros países também foi citada e é foco da atenção de 42% dos indivíduos pesquisados.

Essa atenção maior dos brasileiros é particularmente importante quando se pensa no panorama futuro. Há, inclusive, um ponto específico em que tanto os executivos nacionais quanto estrangeiros concordam: o hacktivismo e o terrorismo digital se tornarão as principais ameaças para as empresas ao longo dos próximos doze meses. Se os temores realmente se confirmarem, o que se poderá ver é um maior número de ataques e o crescimento do perigo de golpes realizados internamente.

O vice-presidente da BT Latin America, Javier Semerene, apontou o maior uso de dispositivos pessoais e tecnologias baseadas em nuvem como um fator cada vez maior de risco nesse sentido. Para ele, o foco maior na segurança digital exibido pelas empresas brasileiras é um destaque positivo, mas ainda é preciso ficar alerta para que toda essa variedade de equipamentos e soluções diferentes não se tornem inseguras e acabem resultando em uma maior vulnerabilidade para as companhias.

É justamente pensando nisso que a pesquisa revela seu último dado. Perante as novas tecnologias e o modo de utilização delas ser completamente diferente do que existia no passado, 75% dos responsáveis pelos setores de TI das companhias gostariam de criar uma nova infraestrutura de segurança a partir do zero, enquanto 74% deles gostaria de treinar todo o pessoal em melhores práticas para uso dessas inovações. Embora o número seja alto, apenas 54% dos entrevistados confiariam tarefas desse tipo a consultores externos.

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