Empresa de segurança nega espionagem durante Olimpíadas de Inverno

Por Redação | 07.02.2014 às 16:38

A rede americana de TV NBC publicou nesta quinta (06) um alerta preocupante, afirmando que o governo russo estaria espionando todas as comunicações de atletas e visitantes dos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecem na cidade de Sóchi. Agora, um especialista da Errata Security veio a público refutar as afirmações, dizendo que a reportagem é fraudulenta e está “errada em todos os aspectos”.

Segundo o jornalista Richard Engel, da NBC, dois computadores novos e um smartphone foram infectados com malwares momentos após a conexão a uma rede Wi-Fi pública, como a utilizada por milhares de pessoas que estão presentes no evento. Para Robert Graham, da Errata, tal fato ocorreu após o acesso a sites maliciosos relacionados e nada tem a ver com espionagem governamental.

Segundo explica o especialista, em post no blog oficial da empresa de segurança, o mesmo poderia acontecer também em território americano e nada tem a ver com a suposta vigilância. Além disso, Graham chama a atenção para o fato dos testes conduzidos pela NBC terem sido realizados em Moscou, capital da Rússia, e não em Sóchi, cidade que é sede dos Jogos de Inverno.

O especialista faz acusações mais graves. De acordo com ele, a parte fraudulenta da história tem a ver com o fato do próprio jornalista ter iniciado o download de softwares maliciosos no celular usado para os testes, sendo então ele mesmo o responsável pela brecha de segurança e início do upload dos dados para servidores remotos.

Graham ainda se disse frustrado pois, ao acessar a reportagem, achou que se tratava da situação da internet pública que serve aos visitantes dos Jogos Olímpicos de Inverno. Ele também esperava ver informações sobre ataques de intermediários a usuários incautos, mas nada disso foi atendido. O que se viu, segundo ele, foi uma reportagem “100% falsa”.

A NBC respondeu às afirmações dizendo que o post publicado pelo especialista não tem mérito algum. Defendendo as informações publicadas, a empresa de mídia afirmou que a reportagem original deixa claro, desde o início, que os testes foram realizados em Moscou e que a ideia era mostrar os riscos corridos pelos usuários com pouco conhecimento tecnológico que fazem buscas relacionadas aos Jogos Olímpicos de Inverno originadas a partir de redes Wi-Fi públicas sediadas na Rússia.