Empresa de segurança descobre malwares enviados por órgãos governamentais

Por Redação | 12 de Março de 2014 às 17h37

O mais recente relatório de ameaças virtuais emitido pela empresa de segurança F-Secure mostrou que órgãos governamentais estão cada vez mais fazendo parte da lista de perigos à privacidade dos usuários da internet. De acordo com a empresa, o total de malwares detectados nos últimos seis meses dobrou em relação ao período anterior. Além disso, o relatório revelou que o sistema operacional Android e os navegadores de internet são os alvos preferidos das pragas virtuais.

A obtenção de informações confidenciais dos usuários deixou de ser o objetivo apenas de hackers para também se tornar o foco de atenção de governos ao redor do mundo. Apesar de não citar quais nações estiveram envolvidas nos ataques, a F-Secure afirmou que a maioria dos usuários nem mesmo imagina estar infectado, desconhecendo o escopo das informações que estão sendo compartilhadas com agências federais.

Como o foco dos ataques é a obtenção de dados e informações, o principal meio de atuação das agências são os cavalos de troia. Os trojans, como também são chamados, se disfarçam de soluções legítimas para se instalar no computador ou smartphone e captar informações digitadas enviadas para servidores, sem conhecimento ou autorização do usuário.

De acordo com os dados divulgados à imprensa, 26% dos ataques redirecionavam os usuários a sites maliciosos a partir de browsers. Em segundo lugar, com 20%, estão os vírus do tipo Conficker, que atacam a plataforma Windows e restringem o acesso a sites especializados em segurança, além de bloquear softwares e plataformas de atualização, deixando a máquina mais vulnerável a ataques.

Já no mundo mobile, o Android foi o alvo da esmagadora maioria das ameaças, com 97% de todos os malwares registrados no período. Os outros 3% correspondem ao sistema operacional Symbian, da Nokia, que completa a lista. iOS, Windows Phone e outras plataformas não tiveram riscos registrados durante o período da análise.

O estudo ainda revelou que países do Oriente Médio são os maiores focos dos ataques. A Arábia Saudita representou 42% deles, enquanto 33% foram registrados na Índia. A Europa vem em terceiro lugar, com 15%, enquanto os Estados Unidos aparecem em quarto, somando 5%. Em todos os casos, o download de aplicativos maliciosos foi a causa de infecção.

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