Em reunião com Dilma, vice-presidente dos EUA garante mais segurança na Internet

Por Redação | 18.06.2014 às 16:45

A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta terça-feira (17) o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no primeiro encontro os dois governos após as denúncias de Edward Snowden que abalaram as relações entre os países em meados do ano passado. As informações são da agência de notícias EFE.

Neste primeiro encontro o assunto não poderia deixar de ser outro: a Internet e a espionagem praticada pelos norte-americanos. Na ocasião, Biden deu garantias a presidente do Brasil que a Casa Branca tem trabalhado para tornar a internet “um meio muito mais seguro”. Entre as revelações feitas por Snowden no último ano estava a de que a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA havia espionado comunicações pessoais de Dilma, ministros brasileiros e empresas nacionais.

Após o encontro, Biden conversou com jornalistas na Embaixada dos EUA em Brasília. O vice-presidente norte-americano revelou que a conversa com a presidente foi franca e detalhou as medidas que estão sendo adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, após a revelação do alcance das agências de inteligência do país.

Entre as ações da Casa Branca, segundo ele, está um estudo minucioso das atividades de espionagem e a extensão do direito à proteção da vida privada que está prevista em lei nos Estados Unidos para todo o mundo.

Joe Biden chegou ao Brasil nesta segunda-feira (16) para assistir ao jogo entre Estados Unidos e Gana. Para apaziguar os ânimos e agradar o Brasil, Biden também anunciou que os Estados Unidos decidiram colaborar com as Comissões da Verdade do país e entregaram uma série de documentos sobre a atividade de seus agentes durante a ditadura militar brasileira.

Biden ainda destacou que o Brasil e Estados Unidos precisam superar o passado e se concentrarem no futuro, reafirmando o comércio existente entre os dois países e a cooperação existentes em áreas como a energética, científica e tecnológica.

O encontro entre os dois líderes de estado não foi comentado oficialmente pelo governo brasileiro.