Crimes virtuais custam U$ 445 bilhões à economia global

Por Redação | 09 de Junho de 2014 às 11h11

O cibercrime custa em média US$ 445 bilhões por ano à economia global. De acordo com um relatório publicado pela agência Reuters nesta segunda-feira (9), o prejuízo causado às empresas e pessoas físicas com o roubo de propriedade intelectual chega a US$160 bilhões.

Feito pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) dos Estados Unidos, o relatório diz ainda que o crime cibernético é uma indústria em grande crescimento, cujos danos atingem o comércio, a competitividade e inovação.

Com golpes cada vez mais sofisticados e expandido o raio de ataque com o grande número de dispositivos móveis, novas ameaças surgem e fazem mais vítimas a cada dia. "O cibercrime é um imposto sobre a inovação e diminui o ritmo de inovação global, reduzindo a taxa de retorno para os investidores", disse Jim Lewis, diretor do CSIS. "Para os países desenvolvidos, o cibercrime tem sérias implicações nas taxas de emprego".

De acordo com o relatório, perdas ligadas a informações pessoais como o roubo de dados de cartões de crédito chegam a US$ 150 bilhões por ano.

Nos Estados Unidos, cerca de 40 milhões de pessoas (15% da população) tiveram informações pessoais roubadas por hackers, enquanto violações de informações pessoais afetaram 54 milhões de pessoas na Turquia, 16 milhões na Alemanha e mais de 20 milhões na China.

O prejuízo pode ser ainda maior, pois de acordo com um outro relatório divulgado recentemente pela empresa de segurança de software McAfee, os prejuízos causados pelo cibercrime no mundo podem chegar a US$ 575 bilhões.

No Brasil, onde não existe uma legislação específica para este tipo de crime, cerca de 22 milhões de pessoas foram vítimas de crimes virtuais no ano passado. De acordo com um relatório da Symantec, o prejuízo total foi de aproximadamente US$ 16 bilhões.

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