Casa Branca vai criar sistema para compartilhar informações de segurança digital

Por Redação | 13 de Fevereiro de 2015 às 16h40
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Passando longe das polêmicas ainda vivas na cabeça da população com relação à espionagem e uso indiscriminado de dados dos cidadãos, o presidente americano Barack Obama assinou nesta sexta-feira (13) uma ordem executiva para criação de um sistema de compartilhamento de informações sobre cibersegurança. O projeto conta com o apoio de companhias como Apple e Intel, além do Bank of America e da prestadora de serviços essenciais Pacific Gas & Electric.

A novidade vem como um reflexo, ainda, do ataque sofrido pela produtora Sony Pictures, no final do ano passado, e que o governo americano afirma ter sido realizado por hackers a serviço do governo da Coreia do Norte. A ideia, aqui, é criar um sistema compartilhado que facilite a identificação de vulnerabilidades nos sistemas online das empresas públicas e privadas, além de contar com um conhecimento amplo e variado para que tais falhas possam ser corrigidas o mais rápido possível. As informações são do site CNET.

Como parte do projeto, especialistas em segurança das empresas envolvidas, além do próprio governo, irão varrer a rede em busca de brechas de segurança. Tais informações não serão divulgadas ao público, mas sim, compartilhadas entre todos os membros da rede para que todos, juntos, possam encontrar soluções e evitar atentados digitais.

A segurança digital se tornou um dos assuntos principais para o presidente Barack Obama nos últimos meses. A ordem executiva, inclusive, foi assinada durante uma conferência sobre o assunto na Universidade Stanford, que contou também com a presença de diretores de tecnologia e executivos-chefe não apenas das empresas envolvidas no acordo, mas também de diversos setores da indústria de informática.

O tema também foi um tópico central no discurso sobre o Estado da União, realizado em janeiro, no qual Obama sugeriu acrescentar US$ 14 bilhões ao orçamento dos EUA para 2016 de forma a incentivar ainda mais o investimento em cibersegurança. O temor, sempre, é que uma brecha de segurança em sistemas essenciais dos Estados Unidos possa resultar em ataques que tenham não apenas consequências financeiras e morais, como aconteceu com a Sony Pictures, mas também afete a vida dos cidadãos.

As novas medidas vêm em resposta à expectativa de especialistas, que acreditam que o número de ataques digitais só deve aumentar nos próximos anos. Além da produtora de Hollywood, outras grandes empresas como a financeira JP Morgan e as varejistas Target e Home Depot foram alvos de golpes do tipo na história recente, com a exposição de dados de clientes. Acima de tudo, tais situações demonstram a fragilidade dos sistemas das grandes companhias, um aspecto que a ordem executiva, agora, deseja reverter.

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