Metade da população da Coreia do Sul pode ter sido 'hackeada'

Por Redação | 20 de Janeiro de 2014 às 17h12

Os dados pessoais de mais de 20 milhões de pessoas podem ter vazado após um golpe interno, realizado por um consultor temporário que trabalhava para o Korea Credit Bureau, uma agência coreana de análise de crédito. O objetivo do criminoso, que já foi preso pelas autoridades do país, era vender as informações para empresas que realizam marketing pelo telefone.

As informações vazadas incluem nomes, números de documentos e cartões de crédito, além da data de vencimento deles. Clientes de alguns dos principais bancos e instituições bancárias da Coreia do Sul foram afetados, em um golpe que pode ter comprometido as informações confidenciais de pouco menos de metade da população do país, que hoje é de 50 milhões de habitantes.

Respondendo a um dos maiores roubos de informação já registrados no país, o FSS, responsável por supervisionar a operação de instituições financeiras coreanas, já afirmou que as empresas serão responsáveis por qualquer dano causado a seus clientes. Além disso, o órgão afirmou que uma investigação sobre os sistemas de segurança das empresas já está em andamento para verificar se falhas desse tipo poderiam ter sido evitadas.

O maior ataque do tipo já registrado na Coreia do Sul aconteceu em 2011, quando um grupo de hackers obteve informações pessoais de 35 milhões de usuários da rede social Cyworld e do portal Nate, um dos maiores provedores de informação do país. As informações são do The Register.

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