De cada R$ 100 roubados de bancos no Brasil, R$ 95 são feitos por computadores

Por Redação | 06 de Maio de 2013 às 11h11
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A tecnologia e a internet, além de serem aliadas no dia a dia de milhares de pessoas ao redor do mundo, também se tornaram ferramentas ideais para crimes. Somente no Brasil, de cada R$ 100 roubados de bancos, R$ 95 são provenientes de fraudes eletrônicas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), no último ano, as fraudes eletrônicas, que acontecem a partir de cartões de crédito e serviços de internet banking, causaram um prejuízo de aproximadamente R$ 1,4 bilhão às instituições financeiras nacionais. Em contrapartida, os assaltos realizados em agências e em caixas eletrônicos causaram prejuízos de R$ 75 milhões aos bancos.

"Nos últimos cinco anos, o volume das transações eletrônicas aumentou muito e os fraudadores aproveitaram. Os bancos estão investindo em tecnologia para reduzir os riscos. No último ano, houve redução de 6,7% nas fraudes eletrônicas, apesar de as tentativas terem aumentado em 75%", afirmou Wilson Gutierrez, diretor técnico da Febraban.

Os crackers, como são conhecidos os fraudadores virtuais, são muito diferentes dos ladrões de banco conhecidos. Eles pertencem à classe média, têm amplo conhecimento em computação e costumam agir em quadrilhas compartimentadas para dificultar a identificação dos responsáveis pela polícia. Normalmente, os crackers costumam instalar programas ou vírus espiões nas máquinas de suas vítimas através de e-mails com links ou anexos maliciosos e, dessa forma, conseguem obter as informações bancárias e pessoais das vítimas que são necessárias para acessarem contas e sistemas bancários.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelas autoridades para identificar os ladrões virtuais é a localização dos computadores usados em fraudes, mas uma parceria entre Polícia Federal e Febraban, com o órgão repassando dados de fraudes à polícia, está conseguindo reduzir significativamente o número de crimes e roubos a bancos virtuais, além de identificar os criminosos.

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