Brasil lidera ranking de malware bancário em abril e maio

Por Redação | 01 de Julho de 2014 às 17h44
photo_camera Mashable

Os brasileiros foram os mais atacados por arquivos maliciosos, ou malwares, em instituições financeiras nos meses de abril e maio deste ano. A conclusão é do relatório mensal de ameaças online do setor bancário realizado pela especialista em segurança digital Kaspersky Lab.

De acordo com o levantamento, as soluções da Kaspersky bloquearam 126,6 mil tentativas de infecção, entre os dias 19 de abril e 19 de maio, somente no Brasil. Essas ameaças são capazes de roubar dinheiro de usuários de Internet Banking. Para ter uma ideia, esses números somam um terço do total de clientes atacados por malware bancário em todo o mundo.

KASPERSKY LAB

O aparecimento da vulnerabilidade do 'Heartbleed' iniciou uma série de vazamentos de todos os tipos de dados em vários campos de negócios. Isso se deu por conta do fato de que essa vulnerabilidade contém a biblioteca criptográfica OpenSSL, que é usada em diferentes softwares, incluindo software bancário”, comentou Sergey Golovanov, pesquisador senior de segurança da Kaspersky Lab.

Uma das práticas mais comuns dos cibercrimonosos é roubar dados de cartões de crédito com malwares conhecidos como Trojans. Entre os mais utilizados estão o Zeus (Trojan-Spy.Win32.Zbot), envolvido em mais de 198,2 mil ataques no mundo todo. Outras 82,3 mil pessoas foram acionadas pelo Trojan-Banker.Win32.ChePro e Trojan-Banker.Win32.Lohmys, todos de origem brasileira.

Outro método bastante utilizado neste período foi o conhecido como 'phishing', que registrou 21,5 milhões de ataques em todo o mundo. Desse total, 10%, aproximadamente 2 milhões, tinham como alvo informações de cartões de crédito.

“A falta de atualização da biblioteca oficial por várias horas após a detecção da vulnerabilidade e a reação demorada dos serviços de segurança de TI em instituições financeiras em instalar a atualização levou, em alguns casos, ao vazamento de dados de transações bancárias. É por isso que, nos próximos meses, podemos esperar uma onda de transações fraudulentas”, projeta Sergey.

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