Brasil é o 8º país com maior detecção de conteúdo online impróprio para crianças

Por Redação | 12 de Março de 2015 às 07h49

Um estudo realizado pela empresa especializada em segurança online Kaspersky Lab mostrou que o Brasil está entre os 10 países com mais detecções de conteúdo impróprio para crianças na internet. A pesquisa intitulada "Crianças online" revela também vários outros dados que mostram que uma grande parcela das crianças está exposta a conteúdo inadequado e impróprio na internet.

As conclusões do relatório mostram que 68% dos usuários já se depararam com conteúdo impróprio ou perigoso na internet, incluindo jogos e sites que propagam informações de violência, armamentos e ameaças e conteúdo adulto.

Por falar em conteúdo adulto, 59,5% dos usuários já se depararam com pornografia. 26,5% já foram direcionados para sites de jogos de azar, enquanto que um quinto das crianças já acessou sites de armamentos e linguagem degradante.

A Kaspersky Lab realizou o estudo com base na análise de dados de usuários de produtos da companhia e que estavam equipados com a solução de Controle Parental. Os conteúdos que apresentaram maior bloqueio por meio da solução da Kaspersky Lab foram os relacionados a drogas, álcool, tabaco, pornografia, jogos de azar, armas e linguagem forte.

O relatório mostra ainda que a frequência com que o Controle Parental bloqueia as ameaças revela que os jovens podem facilmente ser expostos a conteúdos online pertinentes.

O Brasil ocupa a oitava colocação entre os países com mais detecções de conteúdo impróprio na internet. O país registrou uma média de 105 detecções por cada usuário. China, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Rússia encabeçam a lista.

Na Alemanha, China e Estados Unidos a maior ameaça apontada pelo estudo está relacionada ao conteúdo adulto, com mais de 125 detecções por usuário. Já na Rússia, a principal ameaça são os sites que mostram conteúdo sobre álcool, tabaco e drogas. No Brasil, os chats são o principal motivo de preocupação dos pais. Seguido pelo conteúdo adulto, eles constituem a maior ameaça de conteúdo online para as crianças no país.

"Para proteger os jovens, recomendamos que os adultos escolham soluções de proteção com as tecnologias de Controle Parental, além de acionar os modos de segurança para crianças nos mecanismos de busca e aplicativos que permitem o acesso a conteúdo multimídia”, declara Konstantin Ignatev, Gerente do Grupo de Análise de Conteúdo Web da Kaspersky Lab.

Ainda de acordo com Ignatev, "embora as tecnologias de Controle Parental possam bloquear o acesso a sites com conteúdo que são perigosos ou ofensivos para as crianças, elas não podem oferecer proteção confiável em serviços da web que utilizam ‘segurança padrão’, como redes sociais ou chats que podem ser acessados por pessoas mal intencionadas". Sendo assim, "a segurança da criança na internet merece ser levada tão a sério quanto a segurança na vida real".

O executivo também sugeriu que os pais sejam parte ativa da "vida real e digital de seus filhos", pois somente assim as crianças estarão protegidas contra conteúdo impróprio e perigoso na rede.

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