BYOD: a flexibilização do trabalho toma um caminho controverso

Por Redação | 09 de Julho de 2013 às 16h17

A proposta do bring your own device (BYOD) nas empresas é flexibilizar o trabalho, facilitando o acesso do colaborador à empresa e permitindo inovação. Isso, contudo, não é exatamente o que vem acontecendo nas corporações que já adotaram essa prática, segundo uma pesquisa feita pelo Gartner.

Segundo o resultado apresentado, apenas 38% das empresas esperam fornecer aos funcionários um dispositivo mobile corporativo para ser usado para fins de trabalho até 2016. Sendo assim, a grande maioria dos funcionários terá, muito provavelmente, a obrigação de usar o seu smartphone ou tablet pessoal. Bom, mas não é justamente essa a ideia do BYOD? Conforme afirma o próprio Gartner, a maioria dos líderes ainda não entendeu muito bem a proposta.

A partir do momento que um colaborador leva seu dispositivo até o setor de TI da empresa para que sejam instalados alguns aplicativos de segurança – afinal, obviamente, as corporações precisam se proteger de invasões e de vazamentos –, a privacidade dos seus próprios arquivos está em jogo, já que tudo será devidamente monitorado.

Menos obrigatoriedade, mais flexibilidade

Se você está disposto e quer usar um aparelho de sua preferência para trabalhar, ótimo, o BYOD está aí para isso. Entretanto, quando a obrigatoriedade entra em cena, os problemas começam. Para James Connolly, do 21st Century IT, é justamente nesse momento que a relação de parceria entre funcionário e empresa acaba, dando início a uma já ultrapassada ideia de que o emprego que você tem é uma espécie de favor que a empresa faz.

Dessa forma, é importante resgatar dentro das corporações o verdadeiro propósito de flexibilidade do BYOD, deixando de lado a obrigação e as implicações com a privacidade. "Estratégias de BYOD são a mudança mais radical que já aconteceu na economia e na cultura da computação em décadas. Os benefícios do BYOD incluem criar novas oportunidades de frentes de trabalho, aumentando a satisfação do funcionário e reduzindo ou evitando custos", afirma David Willis, vice presidente do Gartner.

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