Atualização é crucial para evitar roubo de dados, dizem especialistas

Por Redação | 08 de Janeiro de 2014 às 16h30
photo_camera Divulgação

2014 chegou e ainda há quem acredite que para se proteger de uma ameaça cibernética, basta apenas ter um antivírus instalado ou pior: nem isso é feito. Ao contrário do que muitos usuários imaginam, uma atualização periódica no computador ou dispositivos móveis é crucial para evitar futuras dores de cabeça.

Em primeiro lugar, é preciso estar sempre de olho nas atualizações do sistema disponíveis para o equipamento, seja um tablet, PC ou smartphone. No caso de um desktop, ainda, existem as atualizações de segurança (no Mac elas estão dentro do pacote de atualização do sistema operacional, já no Windows elas estão separadas, no Windows Update) e de programas, que podem ser avisadas pelo próprio software. Já em dispositivo móvel, é possível visualizar as atualizações disponíveis dentro do próprio aplicativo ou ainda na loja de apps.

Estima-se que mais da metade dos computadores rodam com sistemas antigos e sem a atualização de segurança necessária para, por exemplo, evitar ser atacado por um cavalo de troia, um malware que pode roubar dados pessoais e (ou) bancários. Assim, um aplicativo rodando uma versão antiga em seu celular ou um computador sem atualizações de segurança pode estar mais vulnerável do que você pensa.

Muita confiança, pouca proteção

Um dos problemas que mais levam as pessoas a não darem atenção às atualizações necessárias é o fato de confiarem demais nos sistemas e programas que usam. "O medo pode aparecer somente quando a pessoa sofre um ataque", comenta Eduardo Lopes, diretor das Nodes Tecnologia, distribuidora das soluções antivírus da Avira e outros programas de segurança como o Safetica, WinShare e o SEP Software. Segundo o executivo, muitos usuários de computador (exceto os mais experientes) não possuem os conhecimentos necessários para deixá-los alertas. “Geralmente confiam demais nos programas que utilizam e acreditam que com eles nada de ruim vai acontecer”, afirma.

Emanoel Rogério de Souza, diretor da FirstSecurity, empresa que distribui suítes de segurança da G Data, concorda com Lopes e afirma que isso é mais comum quando se trata de celulares e tablets. “Se os novos computadores e notebooks saem de fábrica com um software de antivírus instalado, o mesmo não acontece com os smartphones e tablets. Para estes é necessário baixar um aplicativo de segurança assim que conecta à internet pela primeira vez. Mas isso nunca acontece. A aquisição de um app de segurança só é feita depois de muito tempo, quando ele lê alguma notícia relacionada ao assunto, tem algum amigo que faz uso deste tipo de aplicação ou teve problemas com ataques contra seu aparelho. Além disso, os programas antivírus pré instalados têm validade por alguns meses e é necessário fazer nova assinatura, fato que nem sempre acontece”, explica.

Já para Marco Rodrigues, da Štíty Tecnologia, uma das distribuidoras das soluções Avast no Brasil, o usuário não deve esquecer das recomendações básicas: "Nunca confiar em qualquer mensagem de e-mail recebido de pessoas desconhecidas, não abrir arquivos anexados com vídeos ou fotos de catástrofes ou de acidentes envolvendo famosos. Boletos de pagamentos, faturas, notas fiscais eletrônicas devem ser verificados diretamente com as empresas, para saber se são autênticos. Além disso, é necessário também manter o antivírus sempre atualizado, da mesma maneira que se exige atualização dos demais programas e sistemas operacionais”, conclui.

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