As pessoas confiam cada vez menos no Facebook, Twitter e Google, revela pesquisa

Por Redação | 13 de Janeiro de 2014 às 12h30

As pessoas estão cada vez mais cientes dos dados que são coletados sobre elas online e isso está fazendo com que elas confiem menos em empresas como Facebook, Twitter e Google.

Essa foi a conclusão que a McCann chegou ao perguntar a 1.100 pessoas quais companhias representam a maior ameaça ao futuro da privacidade. Para 59% delas, o Facebook é a empresa que mais ameaça a privacidade delas, enquanto 40% responderam Twitter e 32% apontaram o Google – praticamente o dobro dos 18% apresentados pela mesma pesquisa feita em 2011.

"As pessoas não sentem, necessariamente, que o Google ou o Facebook fizeram algo errado com seus dados até hoje. É o que pode acontecer no futuro. É um medo nebuloso", explicou Laura Simpson, diretora global da McCann Truth Central, ao site Ad Age.

A Amazon, por outro lado, foi citada por 73% dos entrevistados como a companhia em que eles mais confiam seus dados. O mais curioso é que 53% deles também responderam Google. Apesar de surpreender, o número é dez pontos percentuais inferior ao apresentado anteriormente em 2011 e mostra que a tendência é que, aos poucos, as pessoas deixem de acreditar na companhia sediada em Mountain View, na Califórnia.

Independente disso, para a comissária da Comissão Federal de Comércio, Julie Brill, é necessário definir e sancionar leis em prol da privacidade dos internautas. "Acredito que precisamos de uma legislação voltada para a privacidade das pessoas, principalmente uma que regulamente a coleta de dados delas", explicou Brill antes de defender a necessidade de um sistema de "Não Rastreamento" em que as pessoas possam optar por não permitir que sites e empresas coletem seus dados e histórico de navegação na internet.

Há algum tempo as pessoas vêm se conscientizando sobre as políticas de privacidade dos principais sites e redes sociais na internet, mas somente após o Facebook anunciar que utilizaria os dados e fotos dos seus usuários em anúncios no mês de setembro do ano passado foi que os debates sobre o assunto ganharam força. Apesar de inúmeras reinvindicações, a empresa de Mark Zuckerberg afirmou que não voltaria atrás e manteria as mudanças nas políticas do site. Como se não bastasse, a rede social ainda vem sofrendo com a baixa assiduidade dos jovens que já a consideram "morta e enterrada".

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