As fraudes com cartões de crédito mudaram, mas ainda prejudicam consumidores

Por Colaborador externo | 17.11.2014 às 08:22

por Thiago Hyppolito*

Foi-se o tempo em que os consumidores morriam de medo de ter seu cartão clonado. Pelo menos no Brasil essa sensação deixou de acompanhar a população, graças principalmente a implantação dos chips nos cartões de crédito e de débito. Mas em outros países, como os Estados Unidos, isso ainda é uma realidade muito presente.

Recentemente, foi divulgado que 51 agências da UPS em 24 estados americanos tiveram seus leitores de cartões infectados por malware que roubavam dados dos cartões dos clientes. Por lá, isso não é novidade. Sem precisar recuar muito no tempo, gigantes como Target, Neiman Marcus e Michael’s tiveram problemas similares.

A adoção dos chips nos cartões por parte dos consumidores e lojistas é lenta e ainda vai levar tempo. Matéria publicada na revista Forbes estima que até o final de 2015, 70% dos cartões de crédito e 41% dos cartões de débito americanos possuirão chips, o que segundo a Abecs (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Créditos) evitaria muito desses problemas.

Apesar da maioria dos cartões brasileiros já contar com o chip, a cada 17 segundos uma pessoa é vítima de fraude no Brasil, segundo o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude. Mas o golpe por aqui é outro. Os golpes mais comuns atualmente englobam a utilização de dados pessoais roubados para a emissão de cartões de crédito, realização de compra de eletrônicos e celulares, abertura de contas bancárias, compra de carros ou até mesmo abertura de empresas.

Para evitar esses e muitos outros golpes comuns hoje em dia, algumas precauções simples devem ser adotadas pelos usuários de cartões:

  • Evite informar seus dados pessoais em sites desconhecidos ou por telefonemas recebidos sem prévia solicitação;
  • Nunca escreva sua senha em papéis ou atrás do cartão. O ressarcimento é extremamente difícil, senão impossível, caso uma transação indevida seja feita utilizando sua senha. A senha é sua responsabilidade, portanto, fique atento;
  • Desconfie de lojas online que oferecem condições espetaculares ou ofertas com preços imperdíveis, principalmente se essas aparecerem em um e-mail. Na dúvida, apague o e-mail e vá até diretamente ao site para confirmar os valores e condições apresentadas no e-mail;
  • Tome muito cuidado em onde usa o número do seu cartão. Se sentir que o site não é seguro, não compre. Erros ortográficos, solicitação de muitas informações pessoais, logotipos e fotos com baixa resolução podem indicar um site fraudulento.
  • Tenha sempre uma proteção contra ameaças digitais, que o mantenha protegido não só no seu computador, mas também no seu smartphone e tablet. De preferência, invista em soluções que oferecem verificação de identidade em duas etapas, e que utilizem reconhecimento de voz e face;

*Thiago Hyppolito é engenheiro de produtos da McAfee no Brasil