Apple Pay estaria facilitando fraudes em cartões de crédito

Por Redação | 27 de Janeiro de 2015 às 12h36

Simples e, ao mesmo tempo, seguro. Essas são as premissas básicas do Apple Pay, sistema da Maçã voltado para pagamentos por NFC, utilizando o iPhone. E, para quem usa e a imprensa especializada, realmente é assim. Mas, por outro lado, um problema não imaginado pela empresa estaria ocorrendo devido à prática dos ladrões de informações bancárias, de quem a plataforma de pagamentos também facilitou a vida.

De acordo com as informações do site DropLabs, criminosos desse tipo estariam usando o sistema da Apple para realizar fraudes nos cartões de crédito. Mas calma, você não precisa se preocupar, já que as informações usadas em ações desse tipo constam em bancos de dados roubados de serviços online ou instituições financeiras. Se seus dados não fazem parte de vazamentos do tipo, você provavelmente está seguro.

A simplicidade, aqui, é a mesma encontrada pelos donos legítimos. De posse das informações roubadas, criminosos podem criar plásticos “virtuais”, fazendo cadastro no Apple Pay como qualquer usuário comum. E, então, passam a realizar compras em lojas físicas usando o celular como se fossem o dono original, de forma que nem mesmo os lojistas seriam capazes de perceber a fraude. O sistema, efetivamente, pode acabar fazendo com que a clonagem de cartões físicos se torne coisa do passado.

A prática é ainda mais incentivada quando se observa que boa parte dos usuários do Apple Pay não tem a autenticação em duas etapas ativada em seus smartphones. Pelo método de segurança, os usuários podem cadastrar seus números celulares para receberem mensagens ou ligações sempre que um pagamento for realizado, aprovando (ou não) a transação. É um método voltado justamente para evitar fraudes desse tipo, mas que acaba negligenciado por muita gente.

O resultado disso seria um aumento considerável em um dado criminoso que, normalmente, é baixo. De acordo com as informações não confirmadas publicadas pelo site, o total de fraudes bancárias com cartões clonados saltou de 1%, antes do Apple Pay, para 6% depois que o sistema começou a ser utilizado pelos clientes. E a tendência é que esse total apenas aumente na medida em que a plataforma for se tornando mais popular ou ganhe versões similares em outros sistemas operacionais.

Não é exatamente algo com o que a Apple possa tomar alguma atitude. A empresa garante a segurança no funcionamento de seus serviços e, principalmente, que a comunicação com os servidores não é interceptada, uma vez que os dados bancários reais nunca trafegam pela rede. Ainda assim, temos aqui um fator que pode acabar minando a confiabilidade do serviço, por mais que a responsabilidade não caia exatamente sobre os ombros da empresa de Cupertino.

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