Android e iOS são os novos alvos favoritos de malwares

Por Redação | 05.09.2012 às 18:20

O mundo virtual está cercado de diversos tipos de malware, vírus, trojan, botnets e spams. Um novo relatório publicado pela McAfee, uma das principais produtoras de antivírus do mundo, afirma que os dispositivos móveis são os novos alvos de golpistas e de ataques cibernéticos.

O Malware, principalmente, vem se multiplicando rapidamente nos últimos quatro anos e, segundo a CNET, um aumento de 1,5 milhões de malwares foi identificado no último trimestre, junto com o crescimento de ameaças recentes como pendrives corruptores e botnets.

Embora os PCs com sistema Windows sejam os mais atingidos, nos últimos meses especialistas notaram um crescimento nos ataques à plataforma Mac da Apple e aos smartphones e tablets Android.

Malware smartphones

Os ransonwares 'sequestram' seus documentos pessoais em troca de 'resgate'

"Ao longo do último trimestre, vimos exemplos de malwares críticos que afetaram consumidores, empresas e infraestruturas", afirmou Vincent Weafer, vice-presidente sênior do McAfee Labs. "Os ataques que nós tradicionalmente víamos em PCs estão fazendo agora o seu caminho para outros dispositivos. Por exemplo, no segundo trimestre, vimos o Flashback, que visava atingir dispositivos Mac com técnicas como o ransonware".

No começo do ano, pelo menos 600 mil dispositivos Mac foram infectados pelo Flashback, que aparecia para os usuários como um plug-in do Adobe Flash para roubar nomes de usuários e senhas. Além do Mac, os usuários do iOS também estão começando a ser afetados por malwares, mas os ataques são registrados na plataforma móvel da Apple em menor escala do que em outros sistemas.

O Google tem trabalhado incessantemente para tornar o Android um ambiente mais seguro para os seus usuários, porém, ele ainda continua sendo o alvo preferido dos cybercriminosos. Entre os principais recursos utilizados para atacar a plataforma estão malwares enviados via SMS, botnets móveis e trojans destrutivos.

A McAfee ainda afirmou que a grande novidade nos crimes virtuais é o ransonware, que apaga fotos e arquivos pessoais dos usuários e pode fazê-los "reféns", até que o usuário pague determinada quantia para ter seus documentos de volta.