Alerta: falsos e-mails em nome do Facebook são utilizados pelos cibercriminosos

Por Redação | 19.02.2013 às 11:00
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Nem só de bons momentos vivem as redes sociais. Apesar de terem se tornado febre entre os brasileiros, estes sites também atraíram a atenção dos cibercriminosos em seus planos para roubar dados pessoais e bancários dos usuários. O Facebook está entre as comunidades sociais mais utilizadas pelos criadores de pragas virtuais para esta finalidade.

O roubo de senhas de acesso ao Facebook é uma das práticas mais comuns. Os cibercriminosos conseguem acesso por meio de códigos maliciosos que rastreiam a Internet em busca da combinação de dados de login do usuário e senha. Em seguida, publicam comentários que chamam a atenção dos amigos do usuário, convidando-os para acessar a um link, que na verdade é uma isca para que a pessoa, sem saber, baixe arquivos contaminados em seu computador.

Outro método que até hoje atrai usuários desavisados são os e-mails falsos, cuja finalidade é enganar as pessoas a fim de conseguir dados. Existem dois tipos principais de e-mails falsos: um deles consta de um falso aviso de segurança informando que a conta será bloqueada caso não seja atualizada. Com aparência semelhante à do Facebook (que atrai a atenção dos usuários e consegue enganar boa parte deles), este tipo de e-mail oferece um link para que a pessoa acesse uma página da rede social para iniciar o processo de atualização dos dados. Na verdade, o que ocorre ao clicar no link é uma instalação imediata de um vírus que irá trabalhar sem ser percebido para monitorar o computador e roubar os dados pessoais do usuário.

O outro tipo de e-mail é um falso aviso de solicitação de bate-papo. Neste caso, o alvo é o usuário que não possui uma conta no Facebook. O e-mail oferece a ele a instalação do “Facebook Messenger”, uma aplicação que na verdade não existe, mas, se for executada, acaba instalando um vírus para roubar dados pessoais e bancários.

Eduardo Lopes, diretor da Nodes Tecnologia, distribuidora das soluções de segurança da Avira, orienta os usuários a não acreditarem nestas mensagens e alerta sobre a elevada capacidade dos criminosos em criarem mensagens chamativas e altamente eficientes em seus propósitos. “O internauta somente poderá se livrar de uma ameaça deste tipo se não clicar em nenhum link oferecido e possuir um software antivírus com capacidade real de bloquear qualquer vírus não conhecido através de mecanismos avançados de identificação do comportamento dos códigos maliciosos”, afirma o executivo.

Além destes cuidados, o executivo também aconselha manter os programas de computador sempre atualizados e reforça que não se deve acreditar que softwares famosos vendidos em banquinhas de camelô não contenham vírus. “O barato pode sair muito caro”, adverte.