A guerra continua! Microsoft acusa Google de bisbilhotar e-mails dos usuários

Por Redação | 05.11.2013 às 17:41

Se fosse uma briga entre adolescentes em tempos de escola, talvez fosse mais fácil de acreditar. Mas estamos falando de uma gigante da tecnologia que ataca a outra e seu serviço de e-mails desde o começo do ano.

Com o intuito de alertar a todos os usuários que o Google analisa seus e-mails, em fevereiro deste ano a Microsoft lançou publicamente uma campanha intitulada "Scroogled". Com direito a site, vídeos e até uma petição, a campanha, de acordo com o Gizmodo, foi um fiasco. Insatisfeita com o resultado, agora a empresa lança uma nova campanha, conforme noticiou a Info Exame.

Usando palavras fortes, a Microsoft se disse "chocada" com a forma supostamente nefasta que o Google usa as informações privadas de seus usuários contidas em e-mails para exibir anúncios e, desta forma, lucrar com eles.

Como se não bastasse, um novo site foi criado e traz consigo alguns exemplos de como o Google captura e utiliza as informações contidas nos seus e-mails para lucrar com a publicidade embutida no Gmail. Em um deles, um usuário fala do seu gato para um amigo. O Google reconhece a palavra-chave do e-mail e então imprime um anúncio relacionado a animais de estimação.

Ao jornal The Sun, Bill Cox, diretor de estratégias da Microsoft, disse que a coisa toda é mais grave do que aparenta porque a maioria das pessoas não sabem que está sendo "bisbilhotada" pelo Google. No fim de tudo, ele revelou o motivo óbvio do estardalhaço, dizendo que o serviço de e-mails da empresa, o Outlook.com, não faz esse tipo de varredura nos e-mails.

Como lembra muito bem o The Verge, a campanha agressiva da Microsoft é mais um produto da mente do estrategista político Mark Penn, que foi contratado para assumir o cargo de "projetos estratégicos e especiais". Logo, faz bastante sentido que a coisa toda pareça tão estapafúrdia como realmente é, já que a leitura feita pelo Google é totalmente feita por sistemas automatizados e sem intervenção humana.

Em contrapartida, o Google se pronunciou de maneira sucinta a um jornal e reiterou o que há escrito em suas páginas de suporte, afirmando que não entrega informações sensíveis como raça, religião, orientação sexual ou situação financeira dos seus usuários.