86% das empresas paulistas gostariam de compartilhar dados de ciberataques

Por Redação | 28.11.2016 às 21:33

O Departamento de Segurança da Fiesp realizou um levantamento com as empresas paulistas e descobriu que a grande maioria delas (86%) gostaria de compartilhar e ter acesso a dados de ataques cibernéticos, a fim de entender, prevenir e minimizar futuros danos causados por crimes virtuais.

Somente neste ano, 60% dos ataques tiveram a intenção de danificar dados ou sistemas. Dentre os principais objetivos, estavam danos como indisponibilidade de serviços e de acesso a documentos. Fraudes e desvios financeiros foram motivo de 44,8% dos ataques.

Com a crescente onda de ataques virtuais, até mesmo as empresas que ainda não identificaram golpes do tipo já se precaveram, totalizando 42% das empresas envolvidas no levantamento. Tratando-se de empresas que já sofreram ataques no ano passado, este número aumenta para 69,2%.
“É um sinal de maturidade da indústria, que percebeu a importância de se proteger, de forma preventiva”, afirma Rony Vainzof, diretor do Deseg e coordenador do Grupo de trabalho de Segurança Cibernética da Fiesp.

No entanto, mesmo que médias e grandes empresas já estejam cientes da gravidade dos ataques e invistam em tecnologias para se defenderem dos cibercriminosos (92,1%), apenas as grandes empregam esforços consideráveis no treinamento dos usuários e adoção de políticas internas (71,4%), enquanto apenas 35% das empresas de pequeno porte e 43% das de médio porte investem nestes quesitos.

Segundo Vainzof, é preciso ter em mente que as organizações criminosas envolvidas nos ciberataques estão se especializando cada vez mais, compartilhando informações e conversando entre si sobre as mais recentes brechas, vulnerabilidades de sistemas e técnicas avançadas de ataques. Isso faz com que suas táticas estejam em constante evolução, fazendo vítimas a cada nova investida.

Enquanto isso, muitas empresas que são alvo deste tipo de ataque não agem da mesma forma e ficam com seus sistemas de defesa obsoletos ou à mercê dos atacantes. Para o diretor, “países pautados pelos mesmos valores éticos deveriam estabelecer acordos internacionais mais eficazes visando a troca de informações rápidas para a identificação dos infratores e repressão aos crimes cibernéticos”.

Via BitMagazine