46% dos brasileiros não sentem segurança em comprar por dispositivos móveis

Por Redação | 14.03.2014 às 17:45 - atualizado em 14.03.2014 às 19:07
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Foto: bloomua/shutterstock

Um estudo global, realizado pela AVG, em parceria com a MEF (comunidade global para conteúdo e comércio mobile), indicou que 30% dos consumidores ao redor do mundo consideram a confiança como o maior obstáculo para as compras e serviços via dispositivos móveis. Apesar do dado alarmante, apenas 9% disseram já ter vivido tais experiências negativas.

O grande problema, na verdade, é que a desconfiança do consumidor está aumentando cada vez mais. No ano de 2012, a porcentagem de consumidores que afirmaram não ter confiança em fazer transações financeiras, compras online e outros serviços em seus dispositívos móveis era de 27% e aumentou para 35% em 2013. A previsão para 2014 é que um em cada dois usuários sintam esse incômodo na hora de pensar em realizar transações móveis. O relatório, que analisou informações de mais de 10 mil usuários de mídias móveis em 13 países, ainda levantou outros dados relacionados ao assunto.

Confiança

Os usuários com mais de 35 anos (43%) são os mais desconfiados. Esse dado pode refletir uma maior compreensão dos potenciais riscos entre os consumidores mais velhos.

A desconfiança não é apenas uma barreira para a compra. 37% dos entrevistados afirmaram que foi ela quem os impediu de utilizar aplicativos instalados em seus smartphones. Esse problema é menor em mercados mais maduros como Reino Unido e Estados Unidos, e mais expressivo em mercados em desenvolvimento. México e China (49%) lideram a lista, seguidos por Arábia Saudita (48%) e Brasil (46%).

Privacidade

65% sentem-se descontentes ao compartilhar informações pessoais com um aplicativo, e os mercados mais maduros são os mais reticentes: Reino Unido (79%) e EUA (76%). No Brasil o descontentamento chega a 71%.

16% das pessoas pesquisadas consideram a necessidade de compartilhar informações uma barreira para compras mobile. No Brasil, esse índice chega a 24%, o mais alto entre todos os países pesquisados.

A maior parte dos usuários não toma qualquer tipo de atitude para se proteger. Para a maior parte deles (48%) o meio mais fácil para obter informações sobre aplicativos é via resenhas nos app stores.

Transparência

42% acham fundamental saber que um aplicativo está coletando e compartilhando suas informações. No ano anterior esse número era de 49%. No Brasil, 60% consideram extremamente importante ter essa informação com clareza.

Segurança

65% dos usuários sabem pouco ou nada sobre ameaças e malware em dispositivos mobile.

74% afirmaram que o medo dos malwares faz com que sejam mais cautelosos ao baixar um aplicativo, ou vai torná-los mais cautelosos agora que eles entenderam do que se trata.

Mulheres (80%), acima de 35 (81%) e com gastos mais altos (79%) são as mais preocupadas.

"Estamos presenciando o surgimento de uma geração conectada, que cresceu on-line e tem baixas expectativas em relação à privacidade de dados. Essa realidade contrasta com a realidade dos usuários com mais de 35 anos, que, na pesquisa, pareceram estar muito mais preocupados com a nova tecnologia e suas implicações", explica Mariano Sumrell, diretor de marketing da AVG Brasil. "Podemos descrever o mundo conectado de hoje como ‘A Internet das coisas’, pois os dispositivos estão cada vez mais inteligentes. Os indivíduos precisam não apenas gerir dispositivos, mas manter o controle de suas informações pessoais. Definir as normas para esses novos aparelhos e seus usos é um desafio para toda a sociedade. As conclusões deste relatório alertam a indústria de mobile sobre a necessidade de ajudar os consumidores a manter o mundo mais conectado, simples, seguro e privado – e ser transparente sobre isso".

Uma cópia resumida do 'MEF Global Consumer Trust 2014' pode ser encontrada aqui.