3 em cada 4 brasileiros abrem mão da privacidade no celular em prol da diversão

Por Redação | 20 de Fevereiro de 2015 às 08h46

Sabe quando você vai jogar um game no smartphone ou no tablet e ele pede para que você crie uma conta com seus dados do Facebook ou do Gmail? Pois essa quebra de privacidade é um padrão seguido por 74% dos brasileiros, revelou nesta quinta-feira (19) uma pesquisa da Symantec.

O relatório divulgado pela empresa revela que basicamente três em cada quatro brasileiros optam por revelar dados como localização, fotos, contatos e pacote de dados em prol da diversão. As informações podem ser utilizadas por criminosos que se aproveitam de brechas de segurança existentes em apps legítimos.

Em contrapartida, o relatório mostra que a maioria dos brasileiros está preocupada com golpes virtuais: 89% das pessoas entevistadas no Brasil declararam se preocupar com vírus ou malwares. O número é superior aos 63% obtidos em outros países avaliados. “Este cenário acontece pois muitos dos usuários que mais se preocupam com a privacidade móvel são os que menos tendem a tomar precauções para se proteger — tudo em troca de downloads gratuitos de aplicativos”, informa o relatório da Symantec.

Desconhecimento: a grande ameaça

O desconhecimento sobre as vantagens e desvantagens em relação a manter sua privacidade virtual intacta e também sobre o funcionamentos dos apps em relação a isso são as principais ameaças. De acordo com o relatório, 81% dos entrevistados declararam não saber que aplicativos poderiam modificar os favoritos do celular, enquanto 75% afirmaram desconhecer que permissões podem ser concedidas para alguns apps acessarem a câmera e o microfone do aparelho.

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Já 38% dos entrevistados garantiram não se importar que um app consuma mais bateria desde que se possa obtê-lo gratuitamente.

"Muitas das ameaças móveis atuais estão localizadas em aplicativos para smartphones e tablets”, revela o Diretor de Consumo da Symantec, Beto Santos. “Por isso, é necessário saber que, quando se trata de aplicativos, a palavra ‘grátis’ raramente vem sem um custo. Os dados pessoais se tornam a moeda de troca”, complementa o executivo.

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