17% dos usuários de internet brasileiros não acreditam em ciberameaças

Por Redação | 11 de Novembro de 2014 às 09h09
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Um dado um tanto quanto estarrecedor foi publicado nesta segunda-feira (10) pela Kaspersky Labs. De acordo com uma nova pesquisa da empresa de segurança, 17% dos brasileiros conectados à internet não acreditam na existência de ameaças virtuais como vírus, malwares ou outros tipos de golpes virtuais.

Para essa parcela dos entrevistados, os perigos comentados o tempo todo na imprensa não são reais, mas sim um exagero das empresas de segurança. Sendo assim, os consultados permanecem utilizando a rede sem nenhum tipo de proteção ativada e expondo seus dados para hackers e invasores a todo o momento.

O estudo sobre a conscientização dos brasileiros sobre segurança digital também mostrou que, para a maioria das pessoas, não existe interesse algum em pessoas comuns por parte dos cibercriminosos. Apenas 28% dos entrevistados afirmaram saber que também podem ser alvo de ataques, enquanto o restante acredita que, por não terem contas milionárias ou não serem pessoas públicas, não estariam na mira dos hackers para roubo de dados, infecção ou utilização de suas máquinas de maneira indevida.

Tal ideia leva a um desconhecimento geral das ameaças e do que exatamente pode acontecer com os dados que ficam expostos na rede. Entre os participantes da pesquisa, 18% disseram não saber os riscos de utilizar redes Wi-Fi públicas ou desprotegidas, enquanto outros 18% afirmaram conhecer os problemas mas não se preocuparem com ele, utilizando-as para acessar redes sociais, realizar cadastros ou transações bancárias, ou seja, enviando informações que podem ser facilmente interceptadas.

Isso se deve ao fato de uma parcela maior (35%) simplesmente não estar preocupada com a possibilidade de ser atingida por golpes virtuais. Muitos, por exemplo, citaram ser impossível o roubo de dinheiro de suas contas, mas desconsideram outros fatores como danos à máquina, que incorrem em custos com especialistas para recuperação, ou invasão de privacidade, com informações pessoas sendo roubadas.

Para Elena Kharchenko, chefe de Administração de Produtos de Consumo da Kaspersky, trata-se, na verdade, de um desconhecimento quanto ao modo de ação dos cibercriminosos. Para muita gente, apenas alvos que gerariam grandes lucros ou interesse seriam afetados, mas não é assim que os hackers atuam, obtendo boa parte de seus ganhos a partir de escala, infectando muitos usuários e vendendo listas de senhas ou invadindo contas para obtenção de dados.

A indicação é a mesma de sempre: possua um antivírus atualizado e um firewall funcionando. Se você conhece alguém que não acredita em ameaças virtuais, mostre os resultados da pesquisa para ele e, ainda, tente instrui-lo sobre como ele também pode ser um alvo. Os hackers estão mais arrojados e ninguém está seguro, por isso é melhor prevenir do que remediar.

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