Número de novas ameaças descobertas neste início de ano já é igual a todo 2013

Por Redação | 06 de Março de 2014 às 11h25
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Vírus e ameaças virtuais de todos os tipos já não são mais exclusividades dos computadores de mesa. Com a rápida adoção dos dispositivos móveis, os cibercriminosos têm mudado suas táticas para atacar justamente os tablets, smartphones e outros aparelhos portáteis que guardam informações pessoais e importantes de milhões de usuários. E, segundo a Kaspersky Lab, isso tudo só deve piorar.

No ano passado, foram descobertos 145 mil novos programas maliciosos direcionados para aparelhos móveis e, desde o dia 1º de Janeiro de 2014, os registros já contam com um total de 143.211 amostras de malwares móveis. De acordo com pesquisadores da Kaspersky Lab que conduziram o estudo, esse número é mais do que o dobro registrado em 2012, quando foram detectadas exatas 40.059 amostras de malware.

Os cinco países com maior número de usuários únicos atacados foram a Rússia (40%), India (8%), Vietnã (4%), Ucrânia (4%) e Reino Unido (3%). Segundo o relatório, a maioria dos malwares móveis detectados no ano passado tinham como objetivo roubar dinheiro dos internautas de duas formas fraudulentas: o phishing e os trojans bancários. Ambos utilizam técnicas parecidas que "pescam" dados, senhas, números de cartões de crédito e infomações pessoais dos usuários através de mensagens falsas enviadas principalmente por e-mail e SMS.

Em alguns casos, os trojans são mais perigosos porque podem roubar diretamente o dinheiro das contas bancárias da vítima. E os bandidos parecem ter abraçado o uso desses programas maliciosos para roubar dinheiro, já que foram detectados 1.321 novos vírus no final de 2013 - no começo do ano passado eram apenas 64 Trojans bancários conhecidos.

"Hoje em dia, a maioria dos ataques de trojans bancários destinam-se aos usuários da Rússia e da CIS (Comunidade dos Estados Independentes). Visto o grande interesse dos cibercriminosos pelas contas bancárias dos usuários, a Kaspersky prevê que a atividade dos Trojans de online banking cresça e se alastre para outros países em 2014", afirma Victor Chebyshev, analista de vírus da Kaspersky Lab.

Perigo no Android

Se usar o tablet ou celular já está ficando arriscado, a situação é ainda mais preocupante para quem tem um gadget equipado com o sistema operacional Android. Quase todas as ameaças identificadas (98,1%) foram destinadas à plataforma móvel do Google. De acordo com a Kaspersky, os crackers utilizaram aproximadamente quatro milhões de aplicativos maliciosos para distribuir malware nesses dispositivos, sendo que, entre 2012 e 2013, foram somadas dez milhões de novas ameaças para donos de aparelhos Android.

O foco no robô verde do Google acontece devido a sua crescente popularidade e seu sistema de código aberto, que permite um número maior de brechas de segurança e vulnerabilidades. Por meio dessas pequenas lacunas, os ladrões podem incrementar novas técnicas de ataque para invadir o dispositivo do usuário mesmo sem ele saber e o grande problema é que tais falhas só podem ser corrigidas se a fabricante do produto, ou do software (no caso o Google), liberar uma atualização que corrija o erro.

Os métodos mais comuns utilizados pelos crackers para infectar um dispositivo envolvem alterar sites originais para fazer com que a vítima acredite que aquela página é legítima. A partir daí, o cibercriminoso pode distribuir softwares e programas maliciosos que incentivam o internauta a clicar em links aparentemente confiáveis, mas que na verdade são armadilhas.

O estudo completo da Kaspersky Lab pode ser acessado neste link aqui (em inglês).

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