Vacinas da Pfizer e de AstraZeneca protegem contra a variante Delta, diz estudo

Vacinas da Pfizer e de AstraZeneca protegem contra a variante Delta, diz estudo

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 15 de Junho de 2021 às 17h40
erika8213/envato

Um novo estudo conduzido por pesquisadores do Reino Unido descobriu que a variante Delta (B.1.617.2) do coronavírus SARS-CoV-2, identificada pela primeira vez na Índia, dobra o risco de hospitalização em comparação com a variante Alpha (B.1.1.7), encontrada na nação britânica. Por outro lado, o mesmo estudo identificou que as vacinas da Pfizer/BioNTech e a Covishield (AstraZeneca/Oxford) mantêm a eficácia contra a variante, mesmo que menor.

Publicada na revista científica The Lancet, a descoberta foi liderada por pesquisadores da Public Health Scotland e da Universidade de Edimburgo. Para isso, foram avaliados os dados médicos da COVID-19, coletados na Escócia, entre o dia primeiro de abril e o dia 6 de junho deste ano. No total, 19.543 infecções do coronavírus foram confirmadas, sendo que 377 dessas pessoas precisaram ser internadas. Observando as variantes, 7.723 (39,5%) dos casos e 134 (35,5%) das internações hospitalares ocorreram em pessoas infectadas pela Delta.

Tanto vacina da Pfizer quanto da AstraZeneca mantêm eficácia contra a variante Delta do coronavírus (Imagem: Reprodução/Rawf8/Envato)

Eficácia da vacina da Pfizer e da AstraZeneca contra a COVID-19

A partir das análises, os pesquisadores britânicos observaram que a vacina da Pfizer/BioNTech tem 79% de eficácia contra a variante Delta, após duas semanas da segunda dose. No mesmo intervalo, a proteção contra a Alpha é de 92%. Já a vacina da AstraZeneca ofereceu 60% de proteção contra a Delta em comparação com 73% para a variante Alpha. Nesse contexto, a eficácia foi considerada para casos sintomáticos da COVID-19.

“O risco de internação hospitalar COVID-19 foi de aproximadamente o dobro naqueles com a variante de preocupação (VOC) Delta em comparação com a VOC Alpha, com risco de admissão particularmente aumentado naqueles com cinco ou mais comorbidades relevantes”, observaram os autores do estudo, no artigo. “Ambas as vacinas Oxford-AstraZeneca e Pfizer-BioNTech COVID-19 foram eficazes na redução do risco de infecção por SARS-CoV-2 e hospitalização por COVID-19 em pessoas com a VOC Delta”, apontaram.

É importante observar que o estudo apenas avaliou a eficácia das vacinas da Pfizer/BioNTech e da AstraZeneca/Oxford porque são aquelas em uso na Escócia, onde os dados foram coletados. Outro ponto importante a ser levado em conta é que as pessoas que precisaram de assistência médica estavam em momentos diferentes da imunização — por exemplo, pode ter acontecido de uma pessoa que recebeu apenas uma dose ter sido infectada pelo coronavírus antes da imunização completa.

Essas questões foram consideradas e implicam na necessidade de estudos mais abrangentes sobre o caráter protetor das fórmulas. Nesse sentido, já se descobriu que a proteção contra a variante Delta demanda as duas doses da fórmula, por exemplo. "No geral, um forte efeito da vacina não se manifestou, claramente, até pelo menos 28 dias após a primeira dose da vacina", afirmam os autores. Isso significa que, nesse intervalo, tanto faz quem tomou ou não tomou.

Para acessar o estudo completo sobre a eficácia das vacinas, publicado na revista científica The Lancet, clique aqui.

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