Silicone equipado com microchip pode revolucionar as próteses mamárias

Por Redação | 13 de Julho de 2017 às 15h28

Cirurgia de aumento de mamas usando próteses de silicone estão sempre no topo da lista de plásticas mais realizadas nos centros médicos. Agora, está surgindo um novo tipo de prótese equipado com microchip, que pode revolucionar esse tipo de procedimento.

O microchip no silicone é capaz de armazenar informações importantes sobre a prótese, como sua data de fabricação, número de série, formato, modelo, volume e data de colocação na paciente. O implante inteligente está inserido no conceito de segurança que a maioria dos hospitais segue, como segurança, identificação e rastreabilidade, evitando problemas futuros como uma troca de prótese precoce.

De acordo com Dr. Alexandre Mendonça Munhoz, do Hospital Moriah, em São Paulo, “as mulheres ficam anos com uma prótese, e os modelos mais modernos podem chegar a quase duas décadas, mas, no momento da troca, ela não se lembra de informações básicas para o cirurgião fazer o correto planejamento, ou as mesmas foram extraviadas”. O silicone com microchip, portanto, serve para esses casos, por agrupar e guardar esses dados tão importantes.

O chip tem apenas 4 milímetros e fica localizado dentro da prótese de maneira imperceptível aos olhos e também ao toque. Depois que a cirurgia é feita, os dados são acessados por meio de radiofrequência, usando um leitor externo. “Essa prótese é a primeira do mundo com um revestimento construído por meio da nanotecnologia”, explica o médico. Estudos realizados já mostraram que essa prótese tem maior durabilidade, resultados melhores a longo prazo, redução nos níveis de contratura muscular, e outros benefícios do tipo. Outras pesquisas estão sendo feitas para que os microchips dos implantes forneçam. ainda, informações como temperatura, pressão interna do implante e alterações químicas referentes ao silicone.

A primeira cirurgia mamária de aumento por razões estéticas foi realizada há 55 anos, nos Estados Unidos. Desde então, a busca por esse procedimento cresceu exponencialmente, sendo que, em 2015, foram realizadas mais de 2.577.810 cirurgias do tipo em todo o mundo. No Brasil, foram cerca de 358.655 intervenções estéticas com o objetivo de aumentar, suspender, corrigir a flacidez ou reduzir os seios. Os dados são da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps).