Quando a vida voltará ao normal? CEO da Pfizer faz apostas, mas com ressalvas

Quando a vida voltará ao normal? CEO da Pfizer faz apostas, mas com ressalvas

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 27 de Setembro de 2021 às 16h10
Chalabala/Envato Elements

Após mais de um ano da pandemia do coronavírus SRS-CoV-2 e dos avanços na vacinação global contra a covid-19, já é possível pensar em quando a vida retornará ao normal. “Em um ano, penso que conseguiremos voltar à vida normal”, afirmou o CEO e presidente da farmacêutica norte-americana Pfizer, Albert Bourla, no último domingo (26). No entanto, o modo de vida pré-pandêmico pode ficar, para sempre, no passado.

Para o CEO da Pfizer, o retorno à vida normal terá algumas ressalvas. “Não acho que isso [o controle da covid-19] signifique que as variantes não continuarão surgindo, e não acho que isso signifique que devemos ser capazes de viver nossas vidas sem vacinas", afirmou, durante entrevista no programa This Week, da ABC.

Com vacinas contra a covid-19, vida poderá voltar ao normal em um ano (Imagem: Reprodução/Twenty20photos/Envato Elements)

De forma similar, o CEO da Moderna, Stéphane Bancel, avalia que o retorno deve acontecer em um ano. “A partir de hoje, em um ano, suponho”, afirmou ao CEO o jornal suíço Neue Zuercher Zeitung, na quinta-feira (23), quando questionado sobre sua estimativa de um retorno à vida normal.

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Só que este retorno gradual apenas será possível com doses anuais das vacinas contra a covid-19, de acordo com Bourla. Com a expectativa de que as vacinas protejam por pelo menos um ano, "penso que o cenário mais provável é o da vacinação anual, mas não sabemos bem, precisamos esperar para ver os dados”, comenta o CEO da Pfizer.

Onde a vida poderá voltar ao normal com a covid-19?

Na terça-feira (21), Tom Frieden, ex-diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) — agência de saúde dos Estados Unidos — alertou para o desafio da vacinação ser, de fato, global contra a covid-19, já que países planejam as doses de reforço, mas muitas nações ainda não aplicaram nem a primeira dose em seus habitantes.

No Twitter, Fieden escreveu: "Moderna e Pfizer estão produzindo 347 milhões de doses de vacinas por mês. Nesse ritmo, eles levariam quase três anos para produzir vacinas suficientes para todos. Devemos aumentar o fornecimento de vacinas de mRNA por meio de transferência de tecnologia".

Diante desse cenário, o ex-diretor do CDC propõe que a propriedade intelectual das vacinas contra a covid-19 seja compartilhada e, dessa forma, a produção dos imunizantes atinja níveis que podem suprimir a demanda global. “Enquanto se concentram na venda de vacinas caras para países ricos, Moderna e Pfizer não estão fazendo quase nada para fechar a lacuna global no fornecimento de vacinas", destacou.

Segundo a plataforma Our World in Data, apenas 44,5% da população mundial recebeu pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19. Diante do cenário global, 2,2% das pessoas em países de baixa renda tiveram pelo menos uma dose de algum imunizante aplicado. Dessa forma, é provável que este cenário daqui a um ano não seja igual para todos os países.

Fonte: CNBC e Our World in Data   

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