Giro da Saúde: esporte que turbina o cérebro; uma dose combate a variante Delta?

Giro da Saúde: esporte que turbina o cérebro; uma dose combate a variante Delta?

Por Luciana Zaramela | 15 de Agosto de 2021 às 08h00

Já estamos na metade de agosto e as novidades sobre vacinas, COVID-19 e invenções na ciência não param. No Giro da Saúde de hoje, vamos falar sobre variante Delta, remédios, a nova variante Gama-plus, esporte e até uma cola biocompatível que repele sangue!

1. Uma só dose de vacina te protege contra a variante Delta?

A proteção é fraca; o ideal mesmo é esperar duas semanas após a segunda dose (Imagem: Twenty20photos/Envato)

Na semana passada, o vice-diretor da OPAS, o epidemiologista Jarbas Barbosa, comentou em entrevista à CNN que tomar só a primeira dose de qualquer um dos imunizantes disponíveis no Brasil (exceto o da Janssen, que é de dose única) não protege suficientemente contra a mais nova ameaça que circula no país, a variante Delta do coronavírus.

"A proteção somente da primeira dose é de 30%, ou seja, muito baixa. A média da América Latina está ao redor de 16% de cobertura vacinal, ou seja, ainda não completamos sequer a proteção dos grupos mais vulneráveis, que devem representar 20% da população", explicou. Para controlar a transmissão do vírus, seria preciso que a taxa de vacinação (com as duas doses) no Brasil esteja entre 70% e 80%.

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2. Este é o melhor esporte para seu cérebro

Natação é um esporte completo não só para o corpo, como também para a mente (Imagem: EpicStockMedia/Envato)

Tá se sentindo meio "meh" na pandemia? Que tal exercitar corpo e mente com o que a ciência diz ser o melhor esporte para prevenir perdas de memória e ainda por cima turbinar sua função cognitiva? Segundo estudo dos pesquisadores da Universidade do Catar, o esporte mais completo nesse sentido é a natação. Nadar, além de exercitar todos os grupos musculares do corpo, ainda oferece um grande potencial para melhorar suas memórias de curto e longo prazo, além de trazer benefícios para a função cognitiva. Fora isso, a natação também pode ajudar a reparar os danos do estresse e forjar novas conexões neurais no cérebro.

Só que o mecanismo por trás desses benefícios ainda é obscuro para a ciência. O que se sabe, até o momento, é que há uma forte relação entre as concentrações de fator neurotrófico circulando no cérebro e um aumento no tamanho do hipocampo, região responsável pelo aprendizado e memória. Quando existem níveis altos de fator neurotrófico derivado do cérebro, o resultado é a estimulação do desempenho cognitivo. Consequentemente, isso a reduzir a ansiedade e a depressão.

3. Anti-inflamatório pode reduzir a mortalidade da COVID em 38%

O anti-inflamatório faz efeito sobre o SARS-CoV-2 e ajuda na recuperação (Imagem: MegiasD/Envato)

Um novo estudo brasileiro descobriu que um anti-inflamatório chamado baricitinibe é capaz de reduzir em até 38% a taxa mortalidade da COVID-19, ou que significa poupar uma vida a cada 20 pacientes internados com a doença em sua forma mais grave. Os estudos, que foram feitos em 12 centros clínicos de todo o Brasil, revelaram que o medicamento possui poder de controle do processo inflamatório desencadeado pelo SARS-CoV-2. O baricitinibe foi testado em 1.525 voluntários.

O medicamento já recebeu autorização provisória da FDA (Food and Drug Administration) nos EUA. Já aqui no Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está avaliando a documentação e pode dar respostas nos próximos dias sobre o uso do remédio.

4. Cola inovadora repele sangue e fecha ferimentos em segundos

Curativos podem ficar no passado caso a nova cola se popularize; já pensou? (Imagem: Diana Polekhina/Unsplash)

Cientistas do MIT inventaram uma forma de fechar e curar feridas com mais efetividade, graças ao emprego de uma nova cola biocompatível que, além de grudar, repele o sangue. Os cientistas se inspiraram em uma substância pegajosa usada pelas cracas, organismos que costumam aparecer na superfície de rochas.

A cola ainda é resistente o suficiente para selar feridas estancar o sangue, mesmo se a pele (ou a superfície do organismo em que se deseja aplicar a pasta) estiver coberta de sangue. Em questão de 15 segundos, o material fecha a ferida e contém o sangramento. Os primeiros testes foram feitos com ratos e os resultados se mostraram positivos. Essa cola, em formato de pasta, ainda pode ser moldada para se adaptar até mesmo às incisões mais irregulares em uma cirurgia, por exemplo.

5. Cientistas brasileiros identificam variante Gama-plus, ainda mais potente 

A Gama-plus é uma Gama "aditivada", portanto, mais agressiva (Imagem: Wirestock/Freepik)

Na última quinta (12), pesquisadores brasileiros do projeto Genov, da Dasa, identificaram uma nova versão da variante Gama, encontrada pela primeira vez em Manaus, com mutações que a deixam ainda mais potente que a cepa anterior. A variante foi batizada de Gama-plus.

Os cientistas analisaram 1.380 amostras de pessoas com COVID-19 no Brasil, e 11 delas tinham uma mutação chamada P681H. A Gama-plus foi encontrada em amostras de Goiás (5), Tocantins (2), Mato Grosso (1), Ceará (1), Santa Catarina (1) e Paraná (1). Vale salienatr que a Gama-plus é uma versão "turbinada" da variante Gama, ou seja, é, sim, mais agressiva. "São chamadas Gama-plus apenas aquelas que têm algo a mais no sentido de aumentar o seu perigo", esclarece José Eduardo Levi, coordenador do Genov.

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