Fiocruz quer saber o que pais pensam sobre vacinação da covid em crianças

Fiocruz quer saber o que pais pensam sobre vacinação da covid em crianças

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 18 de Novembro de 2021 às 18h40
Prostock-studio/Envato Elements

Com a aprovação das primeiras vacinas contra a covid-19 para crianças em países das Américas —como a fórmula da Pfizer, nos EUA, e a CoronaVac, no Chile e na Colômbia —, uma pesquisa liderada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) quer saber o que pais e familiares responsáveis pensam sobre a vacinação de crianças e adolescentes contra o coronavírus SARS-CoV-2 no Brasil.

Apelidado de VacinaKids, o estudo é coordenado pela pesquisadora clínica do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Daniella Moore. Vale lembrar que, nesse momento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa um pedido da Pfizer para incluir crianças, na faixa etária de 5 a 11 anos, na campanha de vacinação contra o coronavírus.

Pesquisa busca entender anseios e dúvidas de pais sobre a vacinação de crianças e adolescente contra a covid-19 no Brasil (Imagem: Reprodução/Prostock-studio/Envato Elements)

É neste cenário que os pesquisidores da Fiocruz buscam entender quais são os anseios, medos e dúvidas sobre a imunização contra a covid-19 em crianças e adolescentes brasileiros. Compreender o que os responsáveis pensam pode ser um fator decisivo para o sucesso da imunização pediátrica no país.

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Quem pode participar da pesquisa?

Para participar do projeto, a pessoa precisa ser brasileira, morar no Brasil, ter no mínimo 18 anos, e ser pai ou responsável por uma criança e/ou adolescente menores de 18 anos. De acordo com os pesquisadores, o questionário virtual estará disponível até o dia 30 de janeiro de 2022.

As primeiras perguntas do inquérito online buscam traçar um perfil do usuário. Dessa forma, a pessoa deve informar em que estado mora, idade, cor, gênero, escolaridade e renda, por exemplo. Além disso, é preciso detalhar qual é o status da vacinação contra a covid-19 da pessoa.

Agora, no segundo bloco de perguntas, o usuário deve responder se concorda totalmente, concorda, não sabe, discorda ou discorda totalmente de algumas afirmações. Por exemplo, a pessoa deve dar sua opinião sobre o seguinte tópico: "Para mim, as vacinas da covid-19 aprovadas pela ANVISA são mais seguras para adultos do que para crianças". Além disso, algumas perguntas permitem que a pessoa justifique a sua própria resposta.

Meta: descobrir expectativas

Além do VacinaKids, Moore já coordenou um inquérito sobre a intenção dos adultos em se vacinarem contra a covid-19. Realizado na primeira semana que a vacina esteve disponível no Brasil, o estudo Trend demonstrou que 89,5% dos brasileiros queriam se imunizar. Esta intenção vacinal foi maior que a observada em outros países.

“Compreender se esse dado positivo também é observado quando a vacinação envolve crianças e adolescentes é fundamental para elaboração de estratégias que aumentem a adesão e contribuam para que possamos atingir a imunidade coletiva e, desta forma, superar a pandemia”, explica a pesquisadora.

Realizado nos Estados Unidos, Canadá e Israel, um estudo "mostrou dados preocupantes, pois, apesar da persistência da pandemia, a hesitação vacinal aumentou entre pais de crianças e adolescentes quando comparados os períodos de março a maio de 2020 com dezembro a março de 2021", comenta Moore.

Para contribuir com a pesquisa da Fiocruz, acesse aqui.

Fonte: Agência Fiocruz  

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