Europa passa a analisar CoronaVac; o que isso significa para o Brasil?

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 06 de Maio de 2021 às 15h30
Anna Shvets/Pexels

Na última terça-feira (4), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou o início da análise da CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, que tem sido produzida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan. 

Essa análise gira em torno de resultados preliminares de testes com animais e humanos que indicam que o produto gera resposta imunológica contra o vírus. Além disso, a análise acontece na medida em que os dados se tornarem disponíveis para ajudar a acelerar possíveis aprovações. É a primeira vacina chinesa que a agência estuda em tempo real, e a quarta vacina contra COVID-19 sob análise. As outras são a CureVac, a Novavax e a russa Sputnik V.

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O estudo com a CoronaVac no Brasil apontou 50,7% de eficácia contra COVID-19 sintomática e alta proteção contra internações. E por falar no país, se a União Europeia aprovar a vacina, isso tem potencial para facilitar a entrada de brasileiros em países do bloco.

(Imagem: Rawpixel)

A Comissão Europeia chegou a anunciar o plano de permitir a entrada de pessoas que tenham tomado a dose final de uma vacina autorizada pela UE pelo menos 14 dias antes da viagem, mas pode ser que no futuro isso contemple vacinas aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por enquanto, o órgão não recebeu pedido formal de autorização para comercializar a vacina chinesa no bloco europeu. Ainda não há prazo para a conclusão da avaliação.

Fonte: Agência Brasil

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