Estados brasileiros desistem da vacina Sputnik V; veja quais

Estados brasileiros desistem da vacina Sputnik V; veja quais

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 05 de Agosto de 2021 às 17h15
Rido81/Envato Elements

Após uma série de questões burocráticas e a falta de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estados brasileiros desistem de aquisições individuais da vacina Sputnik V contra o coronavírus SARS-CoV-2. Nesta quinta-feira (5), o Consórcio Nordeste anunciou a descontinuidade do acordo. O governo de Minas Gerais também declarou que não compraria o imunizante contra a COVID-19. 

Vale lembrar que o Consórcio é formado pelos seguintes estados: Rio Grande do Norte, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Piauí, Alagoas e Sergipe. Sobre a decisão de não importação do imunizante Sputnik V, o consenso é de que a falta de licença de uso da Anvisa e a não inclusão da fórmula no Programa Nacional de Imunização (PNI) impossibilitariam as compras.

Sem licença da Anvisa e inclusão no PNI, estados suspendem importação da vacina Sputnik V (Imagem: Reprodução/FabrikaPhoto/Envato Elements)

"Temos vacinas disponíveis, mas impedidas de entrar no Brasil devido uma decisão da Anvisa que faz uma alteração no padrão de teste junto com a não inclusão do Ministério da Saúde no plano nacional de vacinação e a falta da licença de importação, tivemos a suspensão da entrega da vacina até que se tenha uma autorização do uso do imunizante no Brasil”, afirmou o presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Wellington Dias.

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Segundo Dias, o Fundo Soberano Russo deve direcionar as vacinas, que seriam destinadas para o Brasil, para o México, a Argentina e a Bolívia. No entanto, o governador confirmou que, se o Brasil aderir ao imunizante, as vacinas estarão disponíveis para envio imediato.

Nas redes sociais, o governador do Ceará, Camilo Santana, confirmou que a importação da vacina Sputnik V contra a COVID-19 foi suspensa. "Seguimos firmes, agora, para a aquisição de mais 3 milhões de doses da CoronaVac para os cearenses, através de contrato direto com o Instituto Butantan", declarou o governador.

Minas Gerais também desiste

Nesta quinta (5), o governo de Minas Gerais também anunciou que não irá adquirir a vacina Sputnik V contra a COVID-19. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Bacchereti. No caso mineiro, o objetivo era importar 428 mil doses, ou seja, o quantitativo suficiente para imunizar 1% da população local. Inclusive, esta porcentagem de uso foi autorizada pela Anvisa. 

No entanto, os termos do acordo não atraíram os responsáveis pela comercialização do imunizante contra o coronavírus, no caso, o Fundo Nacional Soberano (FNS) russo. “Eles oficializaram que não vão negociar poucas doses. O 1% não será negociado. Eles não têm perspectiva de entrega. Diante disso, as tratativas com o Fundo Soberano em relação à compra da Sputnik não vão evoluir mais”, afirmou Baccheretti.

Falta de autorização da Anvisa 

Anvisa impôs restrições para importação da vacina Sputnik V por falta de dados (Imagem: Reprodução/Ssp48/Envato Elements)

Na autorização de importação da Sputnik V considerada pela Anvisa, cada estado poderia importar inicialmente doses que correspondessem a 1% de suas respectivas populações. No entanto, estes lotes do imunizante deveriam, obrigatoriamente, seguir alguns critérios. Por exemplo, a importação somente poderia ocorrer das fábricas inspecionadas pela agência na Rússia (Generium e Pharmstandard UfaVita). 

Além disso, os estados deveriam ser responsáveis por monitorar as condições de utilização da Sputnik V dentro de um novo estudo de efetividade. Na época, a agência também informou que iria “analisar os dados de monitoramento do uso da vacina para poder avaliar os próximos quantitativos a serem importados”. 

Após o uso das doses autorizadas, a Anvisa deveria, então, analisar os dados obtidos através do monitoramento das aplicações para avaliar uma eventual expansão da autorização concedida, como a autorização emergencial de uso. Nesse processo, a aplicação dos imunizantes poderia ser suspensa.

Fonte: Com informações: G1 e Estado de Minas  

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