Empresa cria tecnologia que informa se a pessoa está doente por meio de um app

Por Wagner Wakka | 27 de Abril de 2018 às 17h27
photo_camera divulgação

Uma nova empresa de biotecnologia está usando a técnica CRISPR para detectar diversos tipos de doença, o que inclui dengue, zika e chikungunya – problemas graves aqui no Brasil. A empresa tem como cofundadora Jennifer Doudna, que foi pioneira em CRISPR.

A sigla significa Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats, o que basicamente se refere a repetições na cadeia do DNA que podem ser programadas para direcionar trechos específicos do código genético e editar o DNA de forma precisa. A ideia o é que o sistema permita a pesquisadores modificarem genes e ativá-los para entender seu funcionamento.

Baseado nisso, a empresa Mammoth Biosciences está trabalhando em um produto do tamanho de um cartão de crédito que seria capaz de diagnosticar doenças com a utilização de um app em smatphones. A proposta da empresa é de que a tecnologia possa ser estendida para diagnóstico de plantas e animais, além de outras indústrias.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

"Quando penso em CRISPR, realmente penso em um mecanismo de pesquisa para a biologia”, confessou o CEO da Mammoth Biosciences ao The Verge. Com o sistema, a empresa consegue procurar por partes do código genético que pertença, por exemplo, ao zika. Com a detecção do código genético da doença, os pesquisadores acreditam que podem chegar a um diagnóstico preciso.  

Os pesquisadores já descobriram que a técnica permite identificar alguns tipos de doenças como zika, dengue, HPV, além de mutações que podem levar ao câncer. Tudo isso apenas com coleta de sangue, urina e saliva. O sistema criado por Doudna em parceria com Feng Zhang do MIT utiliza enzimas que conseguem quebrar uma sequência de DNA ou RNA e introduzir moléculas que vão indicar aos pesquisadores se há células infectadas.

Com o produto, seria possível descobrir uma infecção da mesma forma com que se descobre a gravidez. Ou seja, por um simples teste caseiro, seja por amostra de urina, sangue ou saliva, a condição é detectada. Com o cartão, a pessoa poderia “receber os sinais” destas moléculas invasoras e saber se está doente pelo aplicativo móvel. Todo o processo dura cerca de 30 minutos.

O aparelho ainda não tem data para chegar ao mercado, mas a empresa planeja lançar o produto nos próximos anos. Ainda, a proposta é de que a tecnologia seja acessível.

 

Fonte: The Verge

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.