Eficácia da 3ª dose da CoronaVac será avaliada em idosos de Serrana (SP)

Eficácia da 3ª dose da CoronaVac será avaliada em idosos de Serrana (SP)

Por Natalie Rosa | Editado por Luciana Zaramela | 02 de Setembro de 2021 às 10h40
Reprodução/ Governo de São Paulo

Idosos da cidade de Serrana, no interior de São Paulo, irão começar a receber a terceira dose da vacina contra a COVID-19 na segunda-feira, dia 6 de setembro. Cerca de cinco mil pessoas com 60 anos ou mais receberão a dose de reforço, de acordo com informações do Instituto Butantan.

A aplicação da terceira dose faz parte do Projeto S, que vem sendo conduzido em Serrana desde fevereiro deste ano, avaliando a eficácia da CoronaVac no combate à COVID-19. Na primeira etapa, moradores da cidade com mais de 18 anos (27 mil) foram vacinados em massa até o mês de abril, o que resultou na redução de 95% no número de mortes pela doença, 86% em internações e 80% em casos sintomáticos.

Imagem: Reprodução/Rido81/Envato Elements

Os cientistas dizem que a terceira dose é essencial para reforçar a imunização, visto que foi observada uma queda na proteção dessas faixas etárias. Além disso, a aplicação de mais uma dose irá ajudar no combate da variante Delta do coronavírus, que é ainda mais transmissível. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, diz que o Projeto S "foi inovador em termos de análise de efetividade vacinal em grande escala", e que o estudo clínico escalonado trouxe resultados bastante importantes para o combate da pandemia. "Serrana é um verdadeiro laboratório epidemiológico, e isso vai permitir o acompanhamento de uma possível ameaça representada pela variante Delta", completa.

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Apesar dos experimentos feitos pelo Butantan em Serrana, o instituto anunciou nesta semana que o imunizante CoronaVac não deve usado como a dose de reforço em idosos acima de 70 anos no planejamento nacional, que irá começar na segunda semana de setembro, ao menos por enquanto. Dimas Covas afirmou que, por orientação do Ministério da Saúde, a terceira dose será da Pfizer/BioNTech, Janssen ou AstraZeneca. O experimento na cidade paulistana, portanto, poderá trazer respostas sobre a eficácia da dose de reforço do Instituto Butantan para o combate da doença, sendo ela uma boa opção ou não para o plano brasileiro.

Fonte: Agência Brasil

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