Vacinas podem proteger da COVID de longa duração? Especialistas analisam

Vacinas podem proteger da COVID de longa duração? Especialistas analisam

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 16 de Junho de 2021 às 09h20
Thirdman / Pexels

A COVID-19 preocupa a população mundial por vários motivos, mas um deles é a sua forma de longa duração. Seriam as vacinas capazes de proteger contra esse problema? Para responder essa pergunta, especialistas deram início a análises em torno dos potenciais dos imunizantes contra a doença em questão. Segundo um estudo do grupo de apoio britânico LongCovidSOS, 57% dos participantes apresentaram uma melhora geral dos sintomas após serem imunizados.

O estudo da LongCovidSOS envolveu quase 900 pessoas e abordou vacinas de diferentes fabricantes (Oxford/AstraZeneca, Moderna ou Pfizer), mas não conseguiu concluir sobre um imunizante ser eventualmente "mais eficiente" que outro.

De qualquer forma, mais de 70% dos participantes da pesquisa vivenciavam antes do estudo sintomas persistentes por pelo menos nove meses. Segundo o levantamento, 7% dos participantes relataram piora dos sintomas e 57% disseram ter melhorado de maneira geral. No estudo, apenas 130 dos quase 900 participantes tinham recebido a segunda dose de uma das vacinas. No geral, aqueles que receberam as doses relataram uma melhora ainda maior.

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Na pesquisa do grupo britânico LongCovidSOS, os sintomas mais comuns da COVID longa são fadiga, confusão mental, falta de ar, dores musculares, dor no peito, insônia, sintomas gastrointestinais, tosse persistente, perda de olfato e lesões na pele.

O que causa a COVID de longa duração?

(Imagem: Rawpixel)

Por enquanto, os cientistas ainda tentam entender o que causa, quais são os sintomas da COVID de longa duração e quais grupos são mais atingidos. A principal hipótese é que a forma prolongada da doença seja causada por uma infecção viral persistente. Neste cenário, haveria um reservatório de coronavírus em algum lugar do corpo que continua afetando o paciente sem ser detectado por exames.

Também há outras hipóteses: a segunda é de que o combate ao coronavírus desencadeou um mecanismo autoimune no qual o sistema de defesa ataca o próprio corpo, enquanto a terceira fala em fragmentos do coronavírus que continuariam no corpo como "fantasmas virais" que estimulam o sistema imunológico e provocam inflamação constante. Para os cientistas, provavelmente não haverá uma explicação ou solução única para todos os atingidos.

Fonte: BBC

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