COVID-19 | Shows musicais na Alemanha estudam transmissão em local fechado

COVID-19 | Shows musicais na Alemanha estudam transmissão em local fechado

Por Nathan Vieira | 04 de Setembro de 2020 às 18h45
ActionVance/Unsplash

No último dia 22, equipe da Universidade Martin Luther Halle-Wittenberg promoveu um estudo por meio de shows de um cantor alemão chamado Tim Bendzko destinado a 1.400 voluntários de 18 a 50 ano, na cidade de Leipzig. A série de três shows foi apelidada de Restart-19, e a ideia basicamente era estudar a aglomeração e o impacto dela na propagação do coronavírus.

Cada participante, equipado com um rastreador digital de localização e desinfetante de mão misturado com corante fluorescente, foi cuidadosamente posicionado nas cadeiras como parte de um experimento para rastrear os riscos de infecção oferecidos por grandes eventos em locais fechados.

Antes dos shows, esses voluntários foram testados para COVID-19 e tiveram suas temperaturas verificadas na chegada. A proposta era simular três situações diferentes: o primeiro show foi completamente sem distanciamento social, enquanto o segundo contou com medidas de segurança moderadas e o terceiro e último show com medidas rígidas, com cada pessoa respeitando um raio de 1,5 metro de distanciamento.

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Shows musicais na Alemanha estudam transmissão em local fechado (Imagem: Mattthewafflecat/Pixabay)

Nos intervalos das músicas, os participantes simulavam idas até vendedores de comida e bebida e iam ao banheiro. Além disso, também fizeram o monitoramento do número de vezes que os participantes chegaram perto uns dos outros e, mais tarde e ainda usaram lâmpadas ultravioleta para determinar quais superfícies estavam cobertas com o desinfetante. Já para simular a propagação de aerossóis na arena no sábado, os funcionários usaram uma máquina de fumaça.

Os membros da equipe mediram a propagação das partículas no espaço com a ideia de comparar com os dados coletados por sensores de dióxido de carbono durante o estudo. Os pesquisadores também usaram spray fluorescente para descobrir quais superfícies foram mais tocadas. Os resultados do estudo devem ficar prontos no início de outubro.

Fonte: BBC News

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