Coronavírus já circulava no Brasil antes do que se pensava, afirma Fiocruz

Por Nathan Vieira | 12 de Maio de 2020 às 15h24
mohamed Hassan/Pixabay

Nesta segunda-feira (11), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou um estudo que aponta que o coronavírus já circulava no Brasil um mês antes do que se sabia. De acordo com essa análise, a doença já assolava a população brasileira no fim de janeiro — muito embora a data oficial de registro do primeiro caso tenha sido em 26 de fevereiro, referente a um paciente de São Paulo - SP.

Enquanto o estado em questão teve o primeiro caso registrado, a primeira morte por COVID-19 no Brasil teria acontecido no Rio de Janeiro entre 19 e 25 de janeiro, segundo a pesquisa. A metodologia do estudo tem por base os registros de óbitos, além de análises dos resultados de investigação de casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) por exames moleculares, disponíveis nos portais InfoGripe e MonitoraCovid-19, ambos da Fiocruz. Integraram o estudo pesquisadores da Fiocruz-Bahia, da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) e Udelar (Universidade da República) – no Uruguai.

O coronavírus já estava no Brasil antes do que se pensava, segundo estudo da Fiocruz

De acordo com o coordenador da pesquisa, Gonzalo Bello, do Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do IOC/Fiocruz, a primeira morte foi identificada por meio de exames moleculares (RT-PCR) em estudos retrospectivos. Com isso, os cientistas alertam para a necessidade de manter a testagem com PCR do máximo número possível de casos suspeitos para vírus respiratórios.

Recentemente, a Fiocruz enviou ofício ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) recomendando a instalação de medidas de lockdown no estado. O pedido aconteceu em um relatório encaminhado ao órgão com análises de especialistas sobre a situação do Rio de Janeiro no combate à COVID-19. Segundo o relatório, caso isso não aconteça, há previsão de períodos ainda mais prolongados de casos da doença, com falta de leitos e insumos para a saúde. 

Fonte: Fiocruz

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