Coronavírus faz empresas tech restringirem viagens à China

Por Felipe Demartini | 28 de Janeiro de 2020 às 09h45
Billy H.C. Kwok/Bloomberg

A ameaça do coronavírus já está atingindo também a indústria da tecnologia. Nesta semana, a LG suspendeu todas as viagens de funcionários à China, além de instruir colaboradores que estão a trabalho no país para que interrompam todos os compromissos e retornem a seus países de origem o mais rápido possível. As americanas Facebook e Razer também tomaram medidas de restrição desse tipo para proteger seus trabalhadores e evitar uma disseminação mundial da epidemia.

No caso da rede social e da marca de periféricos gamers, as restrições são mais brandas e envolvem uma suspensão apenas de viagens à China consideradas como não-essenciais. Além disso, as companhias estão orientando os colaboradores que estiveram no país asiático recentemente a trabalharem de suas casas e prestarem atenção a qualquer sintoma suspeito, informando as autoridades e buscando ajuda médica caso seja necessário.

Essas são algumas das primeiras empresas do mundo da tecnologia a tomarem medidas de contenção diante da epidemia do coronavírus, com mais a caminho. Amazon, Google, Microsoft e Apple não falaram sobre o assunto nem informaram à imprensa internacional se adotarão alguma atitude quanto aos funcionários do país ou àqueles em viagem ou que passaram recentemente pela China.

Uma das primeiras a agir diante da epidemia, a Xiaomi anunciou na última semana a distribuição gratuita de máscaras para os habitantes de Wuhan, capital da província considerada como o centro da infeção pelo coronavírus. Termômetros também foram doados pela marca para que os cidadãos possam monitorar eventuais sintomas. Fora do mundo tech, os reflexos também são semelhantes, principalmente no caso de nomes que possuem fábricas, unidades ou algum tipo de operação no país.

Redes como McDonald’s e Starbucks, por exemplo, já anunciaram que fecharão estabelecimentos na região de Hubei, uma das maiores províncias da China e onde fica a cidade de Wuhan. Montadoras de automóvel como a Honda e a Nissan também estão instruindo funcionários a não viajarem ao país, além de estarem usando aviões fretados para retirarem colaboradores estrangeiros do território. A Disneyland de Xangai foi fechada por motivos de segurança, enquanto a Delta Airlines suspendeu a aplicação de multas caso clientes com tíquetes para o país asiático ou com passagem por ele desejem suspender viagens ou mudarem itinerários.

As medidas tomadas pelas companhias seguem as orientações da própria Organização Mundial de Saúde, que considera como “elevado” o risco de uma epidemia global do coronavírus. A recomendação é para que as pessoas evitem viagens não-essenciais aos países atingidos pela doença, além de prestarem atenção a sintomas respiratórios e febre, procurando as autoridades e médicos em caso de suspeitas.

O surto do coronavírus começou a tomar conta dos jornais na última semana e, segundo os números mais recentes, já foram identificados mais de 4,5 mil infectados na China, com 106 mortes confirmadas, sendo a maioria delas em Hubei. Fora do país, pelo menos 14 países já tiveram casos confirmados, incluindo Japão, Cingapura, Estados Unidos, França, Alemanha, Austrália, Coreia do Sul e Arábia Saudita.

Nenhum caso foi confirmado no Brasil até o momento; uma suspeita surgiu na última semana, mas os médicos confirmaram não se tratar do coronavírus, enquanto o governo de Minas Gerais anunciou nesta segunda-feira (27) que existe um possível novo caso em Belo Horizonte.

Fonte: The Verge

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