Como as gigantes da tecnologia investem em saúde e o que você ganha com isso

Como as gigantes da tecnologia investem em saúde e o que você ganha com isso

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 05 de Agosto de 2021 às 11h10
Rawpixel/Envato

A tecnologia e a medicina andam cada vez mais lado a lado, e até mesmo as grandes empresas já estão aderindo a esse recorte. Afinal de contas: quantas pessoas você já viu treinando com auxílio de uma pulseira inteligente? E quanta gente você vê monitorando dados de sono, atividade física e até calorias com um smartwatch?

A Huawei, por exemplo, vem acompanhando o movimento do mercado tecnológico aplicado à saúde no Brasil desde 2019, quando lançou seu primeiro wearable no país. Desde então, a empresa tem investido em produtos inteligentes que ajudam o consumidor a cuidar e acompanhar uma rotina saudável e seu bem-estar.

Alguns exemplos práticos de funções que estão presentes nos produtos são o monitoramento contínuo da frequência cardíaca e de oxigenação do sangue (SpO2), estresse, qualidade do sono, contagem de passos, ciclo menstrual, entre outros.

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

"Essas funcionalidades fornecem dados importantes e podem servir de apoio como uma ferramenta de autoconhecimento. O objetivo é mesmo aproveitar os dados fornecidos pelos gadgets para um monitoramento saudável de bem-estar do usuário", comenta ao Canaltech Daniel Dias, gerente sênior de Desenvolvimento de Negócios de Ecossistema da Huawei no Brasil.

Wearables: sim, eles são aliados da saúde!

(Imagem: Divulgação/Huawei)

Questionado sobre como relógios e pulseiras inteligentes podem ser aliados da saúde e do bem estar, Daniel aponta: "Os wearables são capazes de monitorar as atividades dos usuários, continuamente, ou seja, 24 horas por dia, mas não são apenas um coletor de dados passivo. Por exemplo, quando o usuário está há muito tempo parado sem fazer nenhuma atividade, como trabalhando sentado em frente ao computador, a realidade de uma boa parcela da população brasileira hoje, o relógio emite um lembrete para que o usuário faça um alongamento, levante da cadeira e ande ou faça algum tipo de movimento".

O gerente sênior lembra que, em alguns modelos, principalmente nos mais recentes, os smartwatches apresentam até um personal trainer virtual, que demonstra alguns planos de treino para os usuários.

"Apesar de serem capazes de monitorar a oxigenação do sangue, por exemplo, os wearables não têm a intenção de diagnosticar ou tratar qualquer doença e não substituem a avaliação médica. Os dados coletados podem servir de referência e autoconhecimento para o usuário durante a prática de esportes, monitoramento do sono, estresse e outras atividades", aponta.

Conforme disserta Dias, com a migração do trabalho para o home office, a rotina mudou significativamente, fazendo com que as pessoas realmente tivessem que se organizar para se manterem ativas dentro de casa. "Em 2020, a busca por wearables aumentou em quase 30% segundo o IDC, e a pandemia foi um dos principais motivos para que as pessoas passassem a observar e monitorar com mais atenção o seu bem-estar e atividades físicas", acrescenta.

A empresa trouxe ao Brasil também um modelo de balança inteligente, capaz de medir 11 indicadores corporais, como o peso em si, mas também o IMC, a taxa de gordura corporal, a taxa metabólica, a porcentagem de água no corpo, entre outros. "Os dados colhidos pela balança são gerados por meio de tecnologia baseada na análise de impedância bioelétrica, que são combinados com a verificação de big data, Inteligência Artificial e algoritmos", explica o Dias.

Dá para confiar?

(Imagem: Divulgação/Huawei)

De acordo com o gerente sênior, os usuários podem ficar tranquilos ao utilizarem os wearables, acessórios ou aplicativos da Huawei. "Um exemplo disso é a autenticação de 2 fatores, que visa prevenir acessos indesejados aos dados dos usuários", aponta.

"Com isso, além da autenticação por usuário e senha, ao utilizar seu HUAWEI ID no aplicativo Saúde, o usuário também pode definir dispositivos e navegadores confiáveis, utilização de códigos de segurança por SMS ou e-mail, e número de telefone e e-mail de segurança, caso seja necessário recuperar a senha", Dias ainda afirma.

Gigantes apostam em saúde

Outras grandes empresas da área da tecnologia também estão focadas nessa relação entre inovação, saúde e bem-estar. É o caso da Samsung, por exemplo, que tem seu próprio Centro Médico. O Samsung Medical Center fica em Seul, na Coreia do Sul, e é um verdadeiro quartel-general de pesquisas da fabricante.

Em maio, durante conversa com o Canaltech, o pesquisador Il-Joon Moon, do Departamento de Otorrinolaringologia, explicou melhor o que é feito por lá: "Nossos focos de pesquisa incluem aparelhos auditivos, implantes cocleares, eletrofisiologia, psicoacústica, zunido, realidade virtual etc". O Samsung Medical Center investe em projetos nacionais, privados e internos, além de continuar avaliando, no ramo da otorrinolaringologia, o desempenho clínico de vários aparelhos auditivos e frequentemente colaborar com fabricantes de aparelhos auditivos e implantes cocleares.

Em 2019, a Apple anunciou que um aplicativo para smartwatch chamado Apple Research seria usado para fazer coletas voluntárias de dados em prol de avanços de pesquisas de saúde, com foco principalmente em saúde da mulher, estudo do coração e do movimento e estudo da audição. Atualmente, o Apple Watch é um dos dispositivos mais completos para coleta, interpretação e monitoramento de dados de exercícios físicos, saúde e sono do usuário. Com ele, é possível monitorar desde o ciclo menstrual até a saúde cardíaca, por exemplo. O aparelho, nas versões mais recentes, conta com sensores capazes de verificar, por meio de ondas eletromagnéticas, se uma pessoa está perto de ter um infarto, por exemplo, e de ligar para a emergência em caso de acidentes com quedas.

Apple Watch é utilizado como um aliado para a saúde (Imagem: Daniel Cañibano/Unsplash)

Outras marcas, como Garmin, FitBit e Xiaomi, também investem esforços no segmento, sendo as duas primeiras bem mais voltadas à prática esportiva e, a terceira, concorrente direta da Huawei, Samsung e Apple no quesito monitoramento de dados de saúde.

Vale comentar que, só aqui no Brasil, os produtos dessa categoria já registraram 964.037 unidades vendidas somente no primeiro trimestre de 2021, segundo dados da IDC Brasil. Desse total, 615.721 produtos correspondiam aos smartwatches e às fitbands, enquanto 348.316 se trataram de fones de ouvuido de fio inteligentes. A pandemia fez o mercado se aquecer por aqui: a alta foi de 24,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Além disso, no iOS 15, o iPhone vai expandir os sensores para ficar de olho na postura ao andar e garantir o compartilhamento de dados seguro e facilitado para facilitar diagnósticos de profissionais de saúde.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.