MedTech | As 5 inovações científicas mais interessantes do mês [07/21]

MedTech | As 5 inovações científicas mais interessantes do mês [07/21]

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 28 de Julho de 2021 às 21h20
twenty20photos/envato

Tendo em mente o surgimento de cada vez mais inovações tecnológicas voltadas à saúde, o Canaltech traz um compilado mensal das principais novidades em torno dessas duas áreas. No mês de julho, a situação não foi diferente, e os pesquisadores se dedicaram a buscar soluções na ciência e na tecnologia.

Vacina contra HIV

(Imagem: erika8213/Envato)

Começamos o mês com o pé direito, considerando uma novidade tão animadora no que diz respeito à saúde. Isso porque, no dia 6, noticiamos que a Universidade de Oxford, no Reino Unido, iniciou os testes em humanos para o desenvolvimento de uma nova vacina contra o HIV.

Chamada de HIVconsvX, o imunizante em estudo induz produção de células T do sistema imunológico e que são, naturalmente, conhecidas por "atacarem" agentes invasores. A ideia é que a atividade antiviral seja direcionada para regiões vulneráveis ​​do HIV e seja eficaz contra diferentes cepas. A vacina contra o HIV é buscada há nada menos que 40 anos, portanto, os especialistas estão bem empolgados. Resta esperar pelos avanços do estudo.

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Teste de COVID-19 a partir da saliva

(Imagem: Divulgação/Visto.Bio)

Já no dia 15, pesquisadores do CTI-Renato Archer — vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), da empresa de biotecnologia brasileira Visto.Bio e da startup Crop, associada à UNESP de Botucatu — anunciaram um novo teste de COVID-19 open source feito com um smartphone, a partir da saliva do paciente.

O teste conta com um leitor USB (hardware) e um biossensor descartável. Quando a pessoa coloca a amostra da saliva no chip, o leitor USB processa o dado para o celular e o aplicativo compartilha o disgnóstico. Basicamente, o chip é carregado com o anticorpo do coronavírus imobilizado. Quando os anticorpos entram em contato com uma amostra da saliva infectada, eles se ligam aos fragmentos do vírus da COVID-19, fornecendo o diagnóstico.

Neuroprótese

(Imagem: twenty20photos/envato)

No dia 17, noticiamos que pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos, conseguiram transformar em frases as ondas cerebrais de um homem paralítico incapaz de se comunicar através da fala. A inovação consiste em uma neuroprótese de fala.

Basicamente, um dispositivo que decodifica as ondas cerebrais que controlam o trato vocal responsável pelos movimentos musculares da língua, mandíbula, lábios e laringe. Antes, o participante do estudo precisava se comunicar por meio de um ponteiro preso a um boné, permitindo que movesse a cabeça para tocar palavras ou letras em uma tela, em um processo bastante lento. Apesar de mais rápida, responsiva e promissora, a nova tecnologia ainda precisa de mais testes.

Teste de COVID-19 iluminado

(Imagem: toan phan/Unsplash)

Em 19 de julho, o Canaltech noticiou que pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um teste que mescla uma enzima bioluminescente, encontrada em vagalumes, com uma proteína que se liga ao coronavírus, para encontrar anticorpos.

A enzima dos vagalumes pode catalisar reações biológicas e transformar a energia química em luminosa. A ideia, agora, é entender quantos anticorpos estão presentes na saliva ou nas amostras de swab para desencadear essa bioluminescência.

Capacete magnético

(Imagem: Reprodução/Houston Methodist Neurological Institute)

Para encerrar as inovações mais interessantes do mês de julho, no dia 27, saiu a notícia de que pesquisadores do Houston Methodist Neurological Institute conseguiram reduzir um tumor mortal de um homem de 53 anos por meio de um capacete que gera um campo magnético. O capacete tem três ímãs conectados a um controlador eletrônico baseado em um microprocessador operado por uma bateria recarregável.

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