Startups usam aves de rapina e disparo de gás contra drones indesejados

Por Redação | 07.01.2017 às 11:50

O “boom” nas vendas de drones de consumo gerou um movimento contrário à esta tecnologia por parte de uma série de startups, com o objetivo de tirar do ar veículos aéreos não tripulados que estejam voando onde não deveriam. O mercado de drones de consumo deve alcançar US$ 5 bilhões até 2021, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado Tractica.

Dezenas de firmas iniciantes estão desenvolvendo técnicas - desde o uso de aves de rapina até o disparo de gás através de uma bazuca - para varrer dos céus veículos aéreos não tripulados que estão sendo usados ​​para contrabandear drogas, bombas, espionar linhas inimigas ou incomodar espaços públicos.

A corrida armamentista contra drones é alimentada em parte pelo ritmo lento da regulação governamental para tais veículos aéreos.

Na Austrália, por exemplo, diferentes agências regulam drones e tecnologias de combate a eles. "Há potenciais problemas de privacidade ao operar aeronaves pilotadas remotamente, mas o papel da Autoridade de Segurança da Aviação Civil está restrito a segurança. A privacidade não é nossa responsabilidade", disse a agência à Reuters.

"Existe um fator de medo aqui", diz Kyle Landry, analista da Lux Research. "O alto volume de drones, além de regulamentações que não conseguem acompanhar o ritmo, levam à necessidade de uma tecnologia contra drones".

Em outros lugares, milhões de consumidores podem pilotar drones, incluindo traficantes de drogas, quadrilhas de criminosos e insurgentes. Drones estão sendo usados ​​para contrabandear telefones celulares, drogas e armas em prisões, por exemplo. Já grupos armados no Iraque, Ucrânia, Síria e Turquia estão usando cada vez mais drones para reconhecimento ou como dispositivos explosivos improvisados.

Táticas contra drones

A polícia nacional holandesa comprou recentemente várias aves de rapina de uma startup chamada Guard From Above para tirar drones indesejados do céu. Outras abordagens concentram-se em drones maiores ou armas que disparam uma rede e um paraquedas através de gás comprimido.

Algumas empresas, como a alemã DeDrone, escolheu uma abordagem menos intrusiva usando uma combinação de sensores - câmera, acústica, detectores de sinal Wi-Fi e scanners de radiofrequência (RF) - para monitorar passivamente drones dentro de áreas designadas.

Outras, entretanto, se concentram em invadir protocolos de transmissão de dados via rádio usados para controlar a direção de drones para assumir o comando deles e impedir a transmissão de vídeo. Engenheiros da TeleRadio, de Cingapura, estão usando sinais de radiofrequência no dispositivo SkyDroner para acompanhar e controlar drones.

Sistema SkyDroner: demonstração em Cingapura

Fonte: Reuters