Seu mais novo colega de trabalho será... um robô!

Por Redação | 25 de Abril de 2016 às 21h45
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"Humano x Máquina" não é bem a lógica proposta. Segundo Tom Davenport, co-autor de Only Humans Need Apply: Winners and Losers in the Age of Smart Machines (ainda sem edição em português), não se trata de substituição, mas de tratarmos ambos como parceiros e colaboradores no ambiente de trabalho. Será?

Com previsão para ser lançada em maio, a obra de Davenport mostra que a robótica chega para aperfeiçoar e complementar o trabalho do homem: "Nós temos uma nova geração de tecnologias e precisamos trabalhar com elas se quisermos ser mais produtivos e eficazes. Acho que, em muitos casos, estaremos trabalhando com essas máquinas como colegas... e que vão prosperar e ter sucesso os profissionais que gostarem de trabalhar com máquinas", idealiza.

Robô como colega de trabalho

Apesar do otimismo do co-autor, em novembro de 2015 o economista-chefe do Banco da Inglaterra afirmou que os robôs podem sim tomar mais de 50% dos postos de trabalho nos EUA e no Reino Unido ao longo das próximas duas décadas. Isso significaria a perda de 15 milhões de empregos britânicos e cerca de 80 milhões de americanos. E, alguns meses antes, o Boston Consulting Group disse que até o ano de 2025 os robôs irão assumir não apenas 10%, como agora, mas 25% dos empregos nas indústrias!

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Para o mediador dessa relação "humanos e sistemas de Inteligência Artificial", Davenport, um companheiro do MIT Center for Digital Business e professor de Tecnologia da Informação e Administração do Babson College, em parceria com Julia Kirby, jornalista, a ideia é não entrar em desespero: "Empregos não serão substituídos por robôs ou tecnologias cognitivas. Tarefas sim. Vamos ver alguma perda de emprego marginal – talvez na faixa de 10% a 20%, mas vamos ver alguns novos postos de trabalho sendo criados também".

Para Davenport, a previsão de uma perda de empregos acontecerá em 10 anos ou mais. Mas, quais áreas seriam mais afetadas? Não ache que estamos falando apenas de trabalhos manuais, como o de limpar o chão de uma fábrica. As tarefas que envolvem conhecimento específico também poderão ser executadas por máquinas inteligentes. Para ir além, daqui a 20 anos, até médicos e jornalistas poderão ter suas rotinas e seus ambientes de trabalho bruscamente transformados.

Na dúvida, é melhor não tentar disputar espaço com os ambiciosos robôs: "Acho que, em muitos casos, vamos trabalhar com essas máquinas como colegas", explicou Davenport. "As máquinas vão assumir as tarefas que não eram tão excitantes assim. E elas podem diagnósticar um câncer de forma mais rápida ou sugerir melhores tratamentos para a doença, então como se opor a isso?". Devemos encarar esta situação com um olhar mais evoluído (e otimista).

Fonte Computerworld

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