Seres humanos preferem trabalhar com robôs que expressam emoções, diz estudo

Por Redação | 24 de Agosto de 2016 às 08h38

Cada vez mais os robôs têm feito parte do dia a dia dos seres humanos, e a tendência é que a inteligência artificial se torne cada vez mais complexa e semelhante às pessoas. Pensando em aprofundar o entendimento das interações entre humanos e máquinas, um novo estudo da University College de Londres e da Universidade de Bristol está explorando as variáveis que influenciam no comportamento de quem faz parte desse tipo de relação.

De acordo com os resultados da pesquisa, as pessoas preferem trabalhar com robôs que podem se comunicar e expressar emoções, mesmo que eles sejam menos eficientes. Para chegar a essa conclusão, os cientistas testaram como os participantes reagiram ao desempenho das máquinas em determinada tarefa a partir de três versões diferentes (A, B e C) do mesmo robô, BERT2.

A atividade de avaliação era bastante simples: cada um dos protótipos deveria auxiliar as pessoas no preparo de uma omelete. Para testar as reações, o BERT A foi programado para não cometer erros, mas o BERT B e o C receberam instruções para deixar cair ovos durante a tarefa, e é aí que está a graça do projeto dos pesquisadores.

Apesar do protótipo B e C estarem programados para a falha, apenas o BERT C tinha a capacidade de se comunicar com os participantes e dizer "eu sinto muito". Além do pedido de desculpas, o robô apresentava uma aparência de vergonha e tristeza com o seu erro, demonstrando a intenção de repará-lo.

BERT2

Diante das diferentes abordagens dos robôs, os participantes defenderam a atuação do BERT C, afirmando que se tivessem de escolher um dos três modelos para trabalhar em equipe, a opção seria o protótipo que comunica sua falha. Interessante notar que a empatia gerada pelo robô expressivo acabou modificando a percepção dos participantes que o consideraram, por exemplo, o mais rápido dos três, quando, na verdade, o BERT A foi o mais ágil de todos. Isso demonstra que as pessoas lidam melhor com máquinas que se assemelham aos seres humanos mesmo que elas não tenham um desempenho tão bom quanto as outras.

Fonte: Mashable

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