Robôs coletam dados do reator 1 da usina nuclear de Fukushima

Por Redação | 21.04.2015 às 11:30

Dois robôs estão fornecendo informações importantes sobre o interior do reator número 1 da usina nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão. Esta unidade pertence a três dos seis reatores que explodiram e sofreram derretimento dos seus núcleos durante o tsunami de 2011.

É impossível a entrada de seres humanos no local, devido ao alto nível de radiação, por isso, a empresa proprietária da planta, Tokyo Electric Power Co. (TEPCO), está usando robôs articulados e comandados por controle remoto para inspecionar a parte interna dos reatores, enviando imagens de como está a situação do local e dados sobre radiação.

De formato tubular articulado, os robôs foram projetados pelas companhias Hitachi-GE Nuclear Energy e pelo International Research Institute for Nuclear Decommissioning do Japão. A sua forma permite com que ele mude de um desenho parecido com a letra "I" para o número "3" e são equipados com termômetro, câmera de vídeo, um dosímetro (aparelho responsável pela medição da radiação), além de um scanner a laser encarregado a medir distâncias.

Os robôs estão inspecionando o interior da PCV (unidade de contenção primária) do reator 1, que se trata de uma estrutura de concreto que envolve o reator e que também contém máquinas e tubulações. Durante o tsunami, o derretimento do combustível nuclear vazou pelo fundo do reator e se espalhou pelo chão do PCV.

O primeiro robô da missão entrou no reator no dia 10 de abril e efetuou o seu trabalho até ficar preso no caminho. Depois três dias da sua entrada, a TEPCO cortou os cabos ligados a ele para evitar que o segundo robô, enviado no dia 15 de abril, se enroscasse nele. Segundo as fotos enviadas, o ambiente permanece com bastante radiação.

Segundo informações da TEPCO, os robôs identificaram as doses de radiação da ordem de 5 a 10 Sieverts por hora, sendo um décimo a mais do que o esperado. O vídeo produzido pela empresa mostra que, em uma certa área, a radiação chegou a níveis de 25 Sieverts por hora. Esse número representa mais de mil vezes a radiação que uma pessoa recebe em um ano e pode causar a morte em dez minutos.

As máquinas também mostraram a existência de poucos destroços, o que deve facilitar a realização de outras missões robóticas. A próxima etapa da missão será investigar o fundo do PCV, no qual os cientistas esperam encontrar combustível nuclear.

Via: IDG Now