Robôs acabarão com milhões de empregos no setor bancário na próxima década

Por Rafael Rodrigues da Silva | 22 de Abril de 2019 às 22h20

Empregos em bancos são alguns dos mais procurados no mundo todo, pois são alguns dos raros casos em que muitas das vagas existentes não exigem tantas qualificações e pagam bons salários. Mas essas vagas podem acabar sumindo bem mais rapidamente do que imaginamos.

De acordo com um estudo feita pela empresa britânica de análise de mercado IHS Markit, milhões de vagas no setor bancário deverão sumir nos próximos dez anos, e cerca de 1,3 milhão de trabalhadores apenas nos Estados Unidos verão suas posições atuais de trabalho sumirem do mapa. Isso acontecerá porque a evolução dos sistemas de IA permitirá a automatização de praticamente todos os setores de um banco.

E o maior motivo para que os bancos apostem na automação desses serviços é o aumento da receita. De acordo com um estudo de 2018 feito pela empresa de consultoria Capgemini, ao automatizar de forma inteligente os setores que já são possíveis de serem ocupados por robôs, é possível aumentar em até US$ 512 bilhões a receita de todo o setor bancário do mundo já em 2020.

E, pelo jeito, essa é uma aposta na qual os bancos já estão investindo: de acordo com um estudo detalhado feito pelo Business Insider Intelligence, alguns bancos já estão utilizando soluções em IA para automatizar processos, prever problemas na operação e até mesmo efetuar as tarefas de atendentes. O estudo também revelou que o banco JP Morgan está fazendo uma “faxina” em seus bancos de dados para liberar espaço para a execução de rotinas de aprendizado de máquina, e Jamie Forese, presidente do Citigroup, revelou que cerca de 10 mil funcionários dos bancos do grupo serão substituídos por robôs nos próximos cinco anos.

Já Laura Barrowman, CTO do banco de investimentos suíço Credit Suisse, revelou que a empresa trabalha com a qualificação e treinamento de empregados que tiveram suas funções ocupadas por robôs. Durante o Fórum Econômico Mundial no início deste ano, Barrowman revelou que esse treinamento daqueles que perderam suas funções é importante até para o próprio banco, pois a automação gera demandas específicas por pessoas qualificadas e com certos conhecimentos e habilidades que ainda são raras no mercado.

Fonte: Businnes Insider

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